Em discurso divulgado à tarde, o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, bateu forte no presidente Jair Bolsonaro (PL) por fazer campanha com a máquina pública no dia 7 de Setembro. Candidato à reeleição, Bolsonaro foi acionado pelo PDT por usar as comemorações dos 200 anos da independência do Brasil em Brasil e no Rio de Janeiro em sua campanha.
Em um roteiro por cidades históricas de Minas Gerais, Ciro gravou um vídeo e fez declarações criticando Bolsonaro, considerado por ele “um presidente imbecil e criminoso”. Segundo Ciro, ele transformou um ato cívico brasileiro em um comício com “milhões de recursos públicos envolvidos”. Confira o vídeo com o pronunciamento de Ciro Gomes: https://www.facebook.com/cirogomesoficial/videos/470480031670445
“Empresário picareta”
“Nós assistimos ao presidente da República colocar um empresário picareta (Luciano Hang, proprietário da Havan), investigado na Justiça, do seu lado, e (…) o presidente de Portugal (…) foi colocado ao lado, numa verdadeira agressão diplomática (…) O vice-presidente da República do Brasil também do outro lado”, cutucou Ciro.
“Em seguida, militares fardados, com as suas condecorações, com uniforme de gala, misturando-se com (…) patetas de um presidente imbecil e criminoso, como é o Bolsonaro, transformar um ato cívico, uma solenidade cívico-militar, num comício com milhões de recursos públicos envolvidos”, afirmou o pedetista.
Ciro Gomes também criticou a comparação entre primeiras-damas feita por Bolsonaro no discurso da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
“Ver o presidente da República com termos chulos, fazer uma comparação absolutamente estúpida, grosseira, da estética da sua mulher com a mulher dos seus adversários”, alfinetou.
Pedetista disse que temia atos violentos
O pedetista afirmou também que ficou “aliviado” por não ter ocorrido nenhum caso de violência “porque temíamos que a irresponsabilidade do Bolsonaro pudesse acender um rastilho de agressão, de radicalismo, que descambasse para a violência.”
O candidato trabalhista afirmou ainda que o PDT estava preparado para reagir “em uma rede de legalidade” a uma eventual tentativa de golpe de Bolsonaro.
Em um apelo à Justiça Eleitoral, Ciro pediu que os atos liderados por Bolsonaro sejam investigados à luz da legislação eleitoral: “Tribunais será que estão à altura da grandeza do momento histórico? Será que existe lei no Brasil?”, provocou.

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