Paralelo 29

Debate na Globo é marcado por direitos de resposta, troca de farpas e ofensas pessoais

Foto: Reprodução, TV Globo

O último debate entre os candidatos à Presidência da República antes do primeiro turno, realizado pela Globo na noite desta quinta-feira (29), teve momentos de muita tensão, bate-boca e até ofensas pessoais. Os pedidos de direito de resposta predominaram, chegando até mesmo a monopolizar o debate entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Logo no início, Ciro Gomes (PDT), Bolsonaro e Soraya Tronicke (União Brasil) miraram Lula , líder das pesquisas de opinião. Depois, Felipe D´Ávila (Novo) e Padre Kelmon (PTB) se voltaram contra Lula.

Os momentos mais tensos do debate ocorreram entre Bolsonaro e Lula e entre Padre Kelmon e o petista e também entre Soraya Tronicke e Kelmon.

O jornalista William Bonner, mediador do debate, teve que chamar a atenção de Kelmon várias vezes, já que o petebista não obedecia as regras.

No embate com Kelmon, Soraya Thronicke perguntou quantas vezes o padre tinha dado o sacramento da extrema unção a pessoas que morreram de covid-19 e perguntou se ele não temia ir para o inferno por mentir. Soraya chamou Kelmon de cabo eleitoral de Bolsonaro. O candidato padre disse que a candidata respeitou o sacerdote e insistiu várias vezes nessa narrativa.

Como em debate anterior, no último dia 24, em um pool de veículos que reuniu CNN, SBT, Estadão/Rádio Eldorado, Veja, Terra e Nova Brasil FM, Padre Kelmon atuou mais como cabo eleitoral de Bolsonaro e propagador ideológico da extrema direita. Em outro embate, Padre Kelmon e Lula bateram boca, o que levou Bonner a intervir mais uma vez.

Bolsonaro, por sua vez, chamou Lula de ex-presidiário, e o ex-presidente devolveu citando as rachadinhas que teriam enriquecido a família do atual presidente.

Bolsonaro também não escapou de críticas de Simone Tebet (MDB) e de Soraia Tronicke. Tebet criticou principalmente a questão do meio ambiente e da fome. Tronicke citou as mortes na pandemia por atraso na compra de vacinas contra a covid-19 por parte do governo Bolsonaro.

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