Criminosos se disfarçavam de trabalhadores da construção civil para cometer furtos. Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Civil prendeu um dos suspeitos em Gravataí
A Polícia Civil prendeu, na manhã de hoje, quinta-feira (26), um suspeito de aplicar o golpe da telha quebrada contra quatro vítimas em Santa Maria, no ano passado.
A operação Telha Quebrada cumpriu, ainda, cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Gravataí e Cachoeirinha. na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Conforme a Polícia Civil, o golpe era usado para que os criminosos cometessem furtos em residências. Por isso, as investigações tratam de furto qualificado e estelionato.
O golpe foi aplicado em três datas diferentes em Santa Maria: 31 de maio (furto qualificado e estelionato), 24 de agosto (estelionato) e 5 de outubro (estelionato). Os casos são investigados pela Delegacia de Proteção à Pessoa Idosa e Combate à Intolerância (DPICOI).
COMO FUNCIONA O GOLPE DA TELHA QUEBRADA
- Criminosos usando roupas características de trabalhadores da construção civil (com capacete e escada) chegavam em um veículo nas residências informando que estavam trabalhando em uma obra nas proximidades e que avistaram avarias no telhado da casa
- Com o consentimento do morador, eles entravam na residência e enquanto um integrante do grupo subia no telhado e simulava fazer o reparo, os outros ficavam distraindo a vítima
- Sem que o morador percebesse, furtavam objetos da casa
- Além disso, cobravam valores exorbitantes pelo suposto serviço, que, na verdade, não era realizado
- Houve casos em que, com medo, a vítima chegou a ir em agência bancária na companhia dos criminosos para retirar a quantia pedida, o que poderá ser configurado como extorsão
Um preso e dois foragidos
Agentes da DPICOI de Santa Maria prenderam um dos suspeitos no Bairro Neópolis, em Gravataí. O preso é um homem de 51 anos, que possui antecedentes policiais por estelionato, furto qualificado, falsificação de documentos públicos, lesão corporal, vias de fato, ameaça e desacato. Outros dois investigados não foram localizados e são considerados foragidos.
As diligências contaram com o apoio de policiais civis da 4ª DP de Santa Maria e de delegacias de Gravataí, de Cachoeirinha e Viamão. A delegada Débora Aparecida Dias, titular da DPICOI de Santa Maria, coordenou a ação policial na Região Metropolitana.
(Com informações da Polícia Civil)

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