Político gaúcho foi um dos maiores articuladores estadual e nacional dos últimos anos, participando de diferentes governos, da direita à esquerda
Morreu na noite dessa segunda-feira (13), aos 77 anos, em Porto Alegre, o ex-ministro e ex-deputado federal Eliseu Padilha. Um dos políticos gaúchos de maior influência nos últimos anos, ele estava internado no Hospital Moinhos de Vento para tratar um câncer no estômago, descoberto há um mês.
Eliseu Padilha nasceu Canela, na Serra Gaúcha. Formado em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), estava exercendo atividades como advogado e empresário.
“Com pesar, recebo a notícia do falecimento do ex-ministro e ex-deputado Eliseu Padilha. Quadro histórico do MDB, ele foi ministro de três presidentes e se destacou na Câmara como hábil articulador político ao longo de quatro mandatos. Minha solidariedade à viuva, filhos e amigos”, tuitou nesta manhã, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Trajetória política
Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) desde 1966, Eliseu Padilha foi prefeito de Tramandaí, município do Litoral Norte gaúcho ; secretário estadual de Negócios do Trabalho, Cidadania e Assistência Social do Rio Grande do Sul; deputado federal e ministro de estado em três governos diferentes.
Com trânsito em várias siglas, Padilha ministro dos Transportes de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República de Dilma Rousseff (PT), e ministro-chefe da Casa Civil de Michel Temer (MDB).
Deputado federal por quatro mandatos, entre 1995 e 2015, era considerado um grande articulador político e um dos parlamentares mais influentes no Congresso Nacional. Em 2002, foi o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul. Na Câmara, foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Padilha também foi presidente da Fundação Ulysses Guimarães.
Leite decreta luto oficial no RS
O governador Eduardo Leite (PSDB) decretou luto oficial de três dias no Estado, destacando que Eliseu Padilha teve uma extensa trajetória de serviços prestados ao Rio Grande do Sul durante a vida pública”
“Padilha foi um líder político habilidoso e muito dedicado ao Estado e ao Brasil. Lamento profundamente o seu falecimento e presto minha solidariedade a sua família e amigos”, afirmou o governador.
“É com profunda tristeza que me despeço de quem foi companheiro, amigo e um dos maiores incentivadores na minha trajetória na vida pública”, lamentou o vice-governador Gabriel Souza (MDB).
O político, que lutava contra um câncer no estômago, estava internado desde 22 de fevereiro, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Segundo a Agência Brasil, o câncer foi descoberto há um mês.
Ele deixa a esposa, Simone Camargo, seis filhos (Christiane, Aline, Robinson, Taoana, Tales e Elena), cinco netos (Catherine, Victor, Letícia, Gabriella e Rafael) e o irmão, João Padilha. O velório de Padilha está marcado para esta quarta-feira (15), no Palácio Piratini, em Porto Alegre. O corpo será cremado.
(Com informações da Agência Câmara de Notícias, do governo do RS e da Agência Brasil)

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