Paralelo 29

ABDON: A economia e o Calendário de Eventos

Foto: Marcello Casal Jr, Agência Brasil

ABDON BARRETTO FILHO – ECONOMISTA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO SOCIAL

Em várias cidades do mundo existem vários tipos de eventos, inclusive festejos populares, capazes de atraírem visitantes. Atendem às suas respectivas comunidades e conseguem gerar atratividades para residentes de outras cidades, desenvolvendo fluxos de pessoas com perfis diversos.

Está comprovado que existem impactos na Economia local as realizações dos eventos diversos, a saber: populares, religiosos, culturais, desportivos, científicos, educacionais, empresariais, médicos, entre outros.

Convém salientar que os negócios que envolvem eventos apresentam cifras consideráveis. Além disso, podem ser constatados   os impactos nas gerações de empregos, rendas, impostos e autoestima da comunidade receptora.

Sempre é bom destacar que um evento pode ser criado; desenvolvido; captado (é grande função do Convention Bureau, desde 1889, em Detroit – EUA); comprado (existem cidades que fazem investimentos para trazerem eventos e/ou suas marcas); consolidado; excluído (perderam suas funções); ampliados; transferidos, entre outras.

Alguns eventos são centenários, principalmente os religiosos e festejos populares. Outros eventos conseguem aproveitar oportunidades e apoios dos patrocinadores.

Na realidade, os eventos são os grandes responsáveis para atrações de visitantes, merecendo acompanhamentos profissionais e Políticas Públicas compatíveis com os destinos turísticos sustentáveis, independentes dos governantes e seus prepostos neófitos.

Observa-se que o Calendário de Eventos Oficial pode ser uma ferramenta indispensável para o Planejamento, Organização, Direção e Controle para atraírem os mais diversos perfis de visitantes que contribuem para o desenvolvimento das localidades onde são realizados.

Existem bons exemplos no mundo, alguns com apoios da mídia espontânea e investimentos na comunicação integrada, destacando-se campanhas promocionais nos veículos de Comunicação, dentro das verbas públicas diretas e incentivadas.

Algumas cidades brasileiras já estão praticando profissionalmente as produções dos seus eventos. Outras, não possuem recursos humanos habilitados, nem recursos públicos e privados, perdendo oportunidades para promovera imagem do seu destino turístico, inclusive seus produtos originais.

No Calendário de Eventos e Feiras Promocionais Internacionais, que não sofre as influências nefastas de políticos oportunistas, observa-se a série de datas programadas para os próximos 10 (dez) anos.

No Brasil, a cada 4 (quatro) anos, o setor público muda, assim como os interlocutores com o setor privado e tudo é recomeçado. Geralmente, para que os neófitos aprendam, com honrosas exceções, sobre a continuidade, o desenvolvimento profissional e a importância econômica de cada evento.

No evento privado, sem verbas públicas, o sucesso é garantido com os investimentos e estudos das demandas. É simples, assim. Será? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.

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