FABIO S. VASCONCELOS – PSICANALISTA CLÍNICO E INSTRUTOR CORPORATIVO DE SOFT SKILLS
De acordo com a etimologia, a empatia está relacionada a “se colocar emocionalmente no lugar do outro”, e compartilhar sua dificuldade de forma genuína.
Um segundo passo, a COMPAIXÃO, vai além disso e implica em estar junto com a pessoa em seu sofrimento, oferecendo ajuda prática e suporte emocional. No entanto, nos dias de hoje, parece que a EMPATIA se tornou uma moda, uma forma de ser “bem visto” socialmente.
Em um mundo cada vez mais conectado virtualmente, é fácil manifestar empatia de maneira superficial. Nas redes sociais, podemos ver pessoas demonstrando apoio aos outros por meio de PALAVRAS vazias e likes, mas isso não reflete necessariamente uma compreensão real e profunda do sofrimento alheio.
Infelizmente, a empatia foi “gourmetizada” para o mundo das imagens, perdendo sua essência verdadeira. Essa “gourmetização” tem como consequência uma falta de autenticidade nas relações humanas. Muitas vezes, as pessoas se esforçam para demonstrar empatia apenas para se encaixarem em um padrão social ou para serem admiradas pelos outros.
A empatia se tornou uma moeda de troca nas interações, onde o objetivo é obter reconhecimento e aprovação, em vez de buscar um entendimento verdadeiro e um apoio real às pessoas em suas dificuldades. Que diremos, pois, da COMPAIXÃO?
Além disso, é importante destacar que a empatia GENUÍNA que vai além do mundo das imagens e das redes sociais exige um envolvimento real e ativo com o outro, e uma disposição para se colocar no lugar dele, oferecendo suporte prático e emocional, tendo por consequência a COMPAIXÃO.
Não se trata apenas de palavras bonitas ou de uma atitude momentânea, mas de um compromisso verdadeiro com o outro…
A “gourmetização” da empatia no mundo das imagens e das redes sociais é uma distorção que não reflete sua ESSÊNCIA verdadeira. Devemos buscar uma conexão mais autêntica com o outro, cultivando a compaixão e promovendo um ambiente de apoio e compreensão mútua.
E você, já foi alvo de uma EMPATIA “sofisticada”?

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