Revista na Penitenciária Estadual de Santa Maria ocorreu na última quinta-feira, mas só foi divulgada esta semana; em nível nacional, ação começou esta semana
A Polícia Penal realizou uma revista na Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm), na manhã da última quinta-feira (25), em busca de materiais ilícitos. Ao todo, foram revistadas 315 presos.
A ação contou com mais de 40 servidores da própria unidade, do Grupo de Intervenção Rápida (GIR-2) e da Inteligência Penitenciária, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar. A Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) só divulgou a operação nesta semana.
Durante a intervenção, foram apreendidos aparelhos telefônicos e drogas. O material foi encaminhado para registro na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento do Município.
O volume de material apreendido nem o tipo foram divulgados pela Susepe A ação é fruto do Programa RS Seguro, que analisa os indicadores de criminalidade no Estado.
Operação em nível nacional
Policiais penais federais e estaduais iniciaram na terça-feira (30) uma série de revistas em pavilhões e celas de mais de 100 unidades prisionais localizadas em todo o país, para “identificar e retirar celulares utilizados por criminosos” no interior dessas unidades.![]()
![]()
A Operação Mute é coordenada pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
A primeira frente de ações ocorreu em unidades prisionais de 20 estados – Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.
“Nos próximos dias, os demais estados da federação darão continuidade [à operação] com ações pontuais, totalizando 27 unidades federativas”, informou a Senappen.
Maior ação já feita em presídios
De acordo com a secretaria, os aparelhos celulares são as “principais ferramentas usadas pelo crime organizado para a perpetuação de delitos e o consequente avanço da violência nas ruas”.
Trata-se, segundo a coordenadora da operação, da maior operação de combate à comunicação ilícita já feita em presídios. As buscas se estenderão até a sexta-feira, 2 de fevereiro. Além de retirar aparelhos telefônicos de circulação, será feito um trabalho de fiscalização e controle nas unidades prisionais.
Esta é a terceira fase da Operação Mute. Em dezembro, a segunda fase resultou na apreensão de 1.056 celulares em 106 unidades prisionais localizadas nas 27 unidades federativas. Mais de 5,2 mil celas foram revistadas por um efetivo de quase 4,4 mil policiais.
Na primeira fase da operação, foram apreendidos 1.166 aparelhos celulares, um revólver, armas brancas e substâncias análogas a entorpecentes. A revista ocorreu em 68 penitenciárias, de 26 estados.
(Com informações de Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília e da Susepe)

