Suspeito de liderar atos antidemocráticos estava foragido e foi preso no Rio Grande do Sul
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na noite de sexta-feira, em Rosário do Sul, o chefe da “mafia do Pix”, responsável por arrecadar dinheiro para alimetação dos manifestantes nos acampamentos em frente aos quartéis entre novembro de 2022 e janeiro de 2023.
Segundo a CNN, o preso é Rubem Abdalla Barroso Júnior, tem 46 anos e foi preso dentro de um carro na BR-290, em Rosário do Sul, no Rio Grande do Sul.
Barroso Júnior ficou conhecido como chefe da “máfia do Pix” por ser o arrecadador de dinheiro para os acampamentos. De acordo com a PRF, o mandado de prisão que foi cumprido na sexta lista crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito e ameaça violenta ao livre exercício dos poderes da União.
Ele era procurao pela Justiça por sua participação nos atos de 8 de janeiro. Os policiais rodoviários acompanharam a rota de um veículo que desviava o trajeto para não passar por postos policiais.
A partir daí, a equipe resolveu abordar o carro na BR-290, nas proximidades da entrada de Rosário do Sul. Na direção do veículo suspeito, estava um uruguaio, acompanhado do brasileiro de 46 anos, natural de Cuiabá (MT).
Ao consultarem o nome do brasileiro nos sistemas, os policiais rodoviários federais encontraram um mandado de prisão emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Líder estava escondido no Uruguai

Barroso Júnior é acusado de ser um dos líderes dos atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília, e ficou conhecido como o organizador da “máfia do pix”, responsável por arrecadar recursos para manter a alimentação dos acampados.
Ele chegou a ser preso no dia 8 de janeiro de 2023, mas foi liberado posteriormente pelo STF. Aos policiais, o foragido afirmou que estava escondido no Uruguai e que retornou ao Brasil apenas para comprar uma geladeira.
Além dos crimes citados, a lista associada ao mandado de prisão inclui terrorismo; ameaça; perseguição; dano qualificado; incêndio; descumprimento de determinação do poder público para impedir a propagação de doença contagiosa; associação criminosa com uso de armas; destruição de bem especialmente protegido por lei; e pichação ou degradação de local público.
O preso foi encaminhado à polícia judiciária em Rosário do Sul e, em seguida, deve ser transferido para um presídio, onde permanecerá à disposição da Justiça. O veículo, com placa do Distrito Federal, foi recolhido ao pátio por estar com o licenciamento vencido. O uruguaio foi liberado.
(Com informações da PRF)
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