Paralelo 29

Brasil faz história no cinema mundial: Ainda Estou Aqui leva o Oscar de Melhor Filme Internacional

Foto: Sony Pictures

Longa de Walter Salles narra a história de Eunice Paiva, viúva de Rubens Paiva, morto pela ditadura militar

O filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional na noite deste domingo (2), em Los Angels, nos Estados Unidos. Walter Salles, diretor do longa, recebeu a premiação bastante aplaudido.

O filme é inspirado em livro de 2015 com escrita biográfica de mesmo título, de autoria do escritor Marcelo Rubens Paiva. A obra foi lançada em 2024 e levou mais de cinco milhões de pessoas ao cinema.

Esta é a primeira estatueta para o Brasil.

>>Saiba mais sobre o livro Ainda estou aqui, que será distribuído em escolas

Marcelo Rubens Paiva, autor do livro que inspirou o filme, é um dos cinco filhos da advogada e ativista Eunice Paiva (1929 – 2018) e do deputado federal Rubens Paiva (1929 – 1971), que teve o mandato cassado e depois foi perseguido, raptado, torturado e morto por agentes da ditadura (da Aeronáutica e do Exército). 

Antes do Oscar, o longa recebeu 38 prêmios nacionais e internacionais, entre eles, o Prêmio Goya e o Globo de Ouro de Melhor Atriz. No Oscar, foi indicado em três categorias melhor filme, melhor atriz, para Fernando Torres, e melhor filme internacional.

Na produção, ela interpreta a advogada Eunice Paiva, viúva de Rubens Paiva, deputado federal assassinado pela ditadura militar em 1971.

A história contada no filme

Ainda Estou aqui é um filme brasileiro de 2024, baseado em um drama biográfico. Dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro como Eunice Paiva em diferentes fases da vida tem ainda Selton Mello no papel de Rubens Paiva.

O roteiro de Murilo Hauser e Heitor Lorega tem como base o livro do filho de Rubens Paiva, o escritor Marcelo Rubens Paiva.

A trama narra a história autobiográfica do próprio Marcelo com enfoque na vida de sua mãe, Eunice Paiva, uma advogada que acabou se tornando ativista dos Direitos Humanos depois da prisão e do desaparecimento do marido na ditadura miliar.

Assassinado pelo regime militar, Rubens Paiva até hoje não teve seu corpo devolvido à família.

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