Paralelo 29

Transporte coletivo volta a circular nas ruas de Santa Maria após paralisação, mas greve geral não está descartada

PARALELO 29

Trabalhadores do transporte coletivo de Santa Maria paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira (5) e não descartam uma greve geral. A paralisação atingiu apenas a empresa Expresso Medianeira, a maior da cidade, e deixou cerca de 15 mil sem ônibus.

Conforme Rogério Costa, presidente do Sindicato dos Rodoviários, a paralisação durou das 5h às 9h. Segundo o sindicalista disse ao Paralelo 29, “tudo é possível”.

A primeira paralisação parcial foi um aviso. Nesta segunda, 95 ônibus ficaram parados na garagem por quatro horas. Entre cobradores e motoristas, em torno de 120 pararam.

As linhas atingidas atendem bairros da zona Oeste, como Tancredo Neves, Nova Santa Marta e Pinheiro Machado, onde fica o Hospital Regional de Santa Maria.

A paralisação se deve ao não pagamento de 4,17% de reposição da inflação mais 6% de perdas salariais ainda durante a pandemia de covid-19.

ATU cobra R$ 7 milhões de subsídios

A Associação dos Transportadores Urbanos de Santa Maria (ATU) disse ao Paralelo 29 que as empresas não têm como repassar o que os trabalhadores pedem.

“Lamentamos a ação do sindicato, mas dependemos da Prefeitura para resolver a questão dos salários. A Prefeitura não paga o subsídio desde janeiro. Deve mais de R$ 7 milhões às empresas”, diz o diretor da ATU Edmilson Gabardo.

Em nota, a Preeitura de Santa Maria disse que acompanha a manifestação dos rodoviários e seus desdobramentos. Afirma, também, que estuda um novo subsídio.

CONFIRA A NOTA DA PREFEITURA DE SANTA MARIA

A Prefeitura de Santa Maria acompanha a manifestação da categoria de trabalhadores e condutores de veículos rodoviários realizada nas primeiras horas desta segunda-feira (5) e seus desdobramentos. Uma vez que se trata de um serviço essencial para a população, a falta de linhas prejudica o sistema público de transportes como um todo.

A Prefeitura esclarece que o pedido de revisão salarial da categoria é um tema a ser tratado em convenção coletiva, entre empresas e sindicato, e independe da concessão de subsídio.

Ressalta-se que o Município vem trabalhando com a concessão de subsídio tarifário ao transporte público coletivo urbano de passageiros no Município ao longo dos últimos quatro anos e que avalia, com o encerramento do 1º quadrimestre, a possibilidade de um novo subsídio – o que depende de avaliação econômico-financeira e da proposição de projeto de lei ao Legislativo.

O Executivo Municipal mantém constante diálogo com a concessionária do transporte coletivo, e prima por não onerar o usuário do transporte público, considerando também a sua capacidade de custeio da passagem.

Subsídio tarifário é o aporte financeiro para custeio do serviço de transporte coletivo público urbano de passageiros, com a finalidade de diminuir ou isentar o valor da tarifa pública cobrada dos usuários e incentivar a utilização do transporte público.

O subsídio ocorre a partir da compensação financeira dos impactos decorrentes do custo real da tarifa. A iniciativa faz parte das políticas públicas voltadas ao transporte coletivo, que já resultaram na redução da tarifa do transporte público por três vezes desde 2022 e, atualmente, mantém estabilizado o valor da passagem para o usuário do transporte.

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