Vítima fatal é um menino de 9 anos, ferido com facadas no tórax
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) representou, nesta terça-feira (8), por atos infracionais análogos aos crimes de homicídio e tentativas de homicídio praticados por um adolescente de 16 anos em uma escola no município de Estação, no Norte do Estado. No ataque, Vitor André Kungel Gambirazi, de 9 anos, morreu.
A representação do MPRS também pede a internação provisória do adolescente que invadiu a Escola Municipal Maria Nascimento Giacomazzi, no centro de Estação, e esfaqueou três crianças e uma professora na manhã desta terça-feira. O adolescente foi apreendido pela polícia após o ataque.
O promotor Alexandre Vinícius Murussi, da Promotoria de Justiça de Getúlio Vargas, que ajuizou a representação, ressaltou que “os atos infracionais cometidos são de extrema gravidade e exigem uma atuação urgente do Ministério Público para proteger a comunidade escolar, preservar a ordem pública e garantir o adequado andamento da investigação. A internação provisória é necessária diante da violência empregada, do risco à coletividade e da repercussão social do caso.”
A Prefeitura de Estação, município de 5.582 moradores, na região de Passo Fundo, decretou luto oficial de três dias pelo atentado na escola. O Município também suspendeu as aulas.
Adolescente invade escola armado com faca, mata criança, e fere outras duas e a professora no RS
AS VÍTIMAS
- Vitor André Kungel Gambirazi – 9 anos, morreu em decorrência das facadas
- Maria Júlia de Souza Kichel – 8 anos, sobrevivente
- Stefany Poter Hertal- 8 anos, sobrevivente
- Patrícia Zanoni Sbeghen, 34 anos- professora ferida no ataque
- O autor do crime, por ser menor de idade, não pode ter a identidade revelada
RECOMENDAÇÕES DO MPRS
Ministério Público, por meio do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE), faz um alerta sobre o tema:
1. Não divulgar imagens do agressor, vídeos de câmeras de segurança ou quaisquer materiais que possam gerar notoriedade ao agressor ou culto à violência.
2. Evitar a exposição de imagens das vítimas, especialmente crianças, por respeito e para evitar trauma secundário à comunidade escolar e familiar.
3. Não reproduzir trechos do ataque, nem descrever detalhes do método utilizado, pois isso pode servir de modelo para futuros agressores.
4. Atenção nas escolas nos próximos dias, com acolhimento psicológico, escuta ativa de alunos e monitoramento de possíveis sinais de risco.
5. Pais, educadores e gestores escolares devem observar mudanças bruscas de comportamento, falas com ideação violenta, desenhos, textos ou postagens que possam indicar planejamento de ataque.
No Comment! Be the first one.