Parlamentar do PL poderá ser alvo de investigação em subcomissão de ética
MAIQUEL ROSAURO – Site claudemirpereira.com.br*
O vereador Tony Oliveira (Podemos) – ouvidor da Comissão de Constituição, Justiça, Ética e Decoro Parlamentar (CCJ) – voltou do recesso parlamentar e entregou seu parecer sobre a denúncia protocolada pela Corsan contra Tubias Callil (PL), por possível quebra de decoro parlamentar. O documento – que analisou os requisitos legais – aponta para a admissibilidade da denúncia.
Agora, a CCJ tem o prazo de até cinco sessões para votar o parecer apresentado pelo ouvidor. Caso aprovado, será aberta uma subcomissão de ética. Do contrário, a denúncia será arquivada.
A tendência atual é de que o parecer seja acolhido e que seja aberta a comissão processante.
A CCJ é formada por João Ricardo Vargas (PL), presidente; Alexandre Vargas (Republicanos), Givago Ribeiro (PSDB), Sérgio Cechin (PP), Valdir Oliveira (PT), Werner Rempel (PCdoB) e Tony.
A denúncia
A Corsan solicitou o afastamento de Tubias da antiga CPI da Corsan – extinta pela Mesa Diretora após pressão da empresa – por, supostamente, atuar com “interesse próprio, parcialidade, agressividade verbal e desinformação”, o que comprometeria a legitimidade dos trabalhos do colegiado. A Procuradoria Jurídica divulgou um parecer favorável ao prosseguimento da denúncia.
CPI da Corsan
Sérgio Cechin e Adelar Vargas (MDB) continuam na nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga ações da Corsan em Santa Maria.
No mês passado, antes do recesso, eles participaram de uma confraternização com a direção da empresa e, inclusive, fizeram publicações nas redes sociais favoráveis à Corsan.
Ou seja, parece que nada de errado aconteceu e que não há problema algum confraternizar com quem você está investigando.
Na manhã desta quarta (6), Cechin, presidente, e Adelar, vice, visitaram a nova sede da Corsan para verificar o atendimento dos usuários no local. E o progressista já adiantou que está tudo certo no local.
“Na denúncia foi citado que o atendimento era apenas virtual e nós viemos constatar. Na realidade, existe esse atendimento virtual, existe o atendimento presencial, que é importante. Além disso, visualizamos aqui o respeito ao atendimento prioritário. Então, podemos constatar que essa denúncia não procede”, disse Cechin à imprensa da Câmara.
A nova CPI da Corsan, que também é composta por Guilherme Badke (Republicanos) na relatoria, é 100% formada por membros do governo. A CPI original era presidida por Tubias, mas foi encerrada abruptamente pela Mesa Diretora após pressão da Corsan.
O vereador do PL, então, protocolou um pedido para abrir uma nova CPI. Porém, ele perdeu o controle da investigação em uma sessão conturbada e com inúmeras manobras regimentais dos vereadores da base do governo.
(*Conteúdo compartilhado conforme parceria entre os sites)

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