Paralelo 29

Bolsonaro é diagnosticado com câncer de pele em estágio inicial

Foto: Jair Messias Bolsonaro/Instagram

Segundo equipe médica, exames apontaram que duas das oito lesões de pele retiradas são compatíveis com carcinoma

Exames realizados a partir de pele retirada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apontam câncer de pele em estágio inicial. O político recebeu alta hospitalar na tarde desta quarta-feira (17) depois de passar a noite em observação no Hospital DF Star, em Brasília.

Ele havia dado entrada na unidade na terça-feira (16), depois de apresentar uma crise de soluço, vômito e queda de pressão. As informações são do Jornal Razão, de Santa Catarina.

De acordo com o jornal, a equipe médica revelou que os exames apontaram que duas das oito lesões de pele retiradas no último domingo (14), quando o ex-presidente passou por um procedimento no mesmo hospital, “são compatíveis com carcinoma de células escamosas in situ”, um tipo de câncer de pele considerado em estágio inicial.

De acordo com a reportagem, as lesões estavam localizadas no tórax e em um dos braços. O cirurgião responsável pelo acompanhamento informou que o caso não exige, neste momento, nenhum tratamento complementar.

As áreas afetadas já foram removidas, no entanto, o ex-presidente deverá passar por avaliaçoes períodos, devido ao histórico de longa exposição ao sol sem proteção adequada. Ainda conforme os médicos, a situação requer acompanhamento constante para identificar eventuais novos focos. Contudo, não apresenta risco imediato.

Anemia e alteração da função renal

Ao dar entrada no hospital, segundo a Agência Brasil, o ex-presidente apresentava quadro de desidratação, com frequência cardíaca elevada e pressão arterial baixa.

A equipe médica é composta pelo chefe da equipe cirúrgica, Cláudio Birolini, o cardiologista Lenadro Echenique, além dos direitores do hospital, Guilherme Meyer e Alisson Barcelos Borges, que assinaram o comunicado do boletim médico divulgado pela manhã, antes de Bolsonaro receber alta hospitalar.

O ex-presidente passou por exames laboratoriais e de imagem, entre eles ressonância magnética do crânio para investigar o quadro de tontura classificado pelos profissionais como um sintoma recorrente. O exame não mostrou alterações agudas.

Outros exames “evidenciaram persistência da anemia e alteração da função renal, com elevação da creatinina (substância filtrada e eliminada pelos rins)”, diz a nota.

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