Operação Héctate mira criminosos cooptados por facção da Região Metropolitana que busca dominar o tráfico na região
PARALELO 29
A Polícia Civil de São Sepé prendeu 10 pessoas por comércio ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas na manhã desta quarta-feira (22).
A Operação Héctate cumpiu 27 ordens judiciais, sendo sete mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão nos bairros Londero, Santos e Lili, além de mandados que foram cumpridos em São Gabriel e Esteio. Já em Osório, policiais cumpriram mandado de busca na Penitenciária Estadual Modulada de Osório.
Os policiais apreenderam na ação cinco armas de fogo e um simulacro, além de R$ 3,9 mil em espécie. A operação já se encerrou, mas as investigações terão prosseguimento.
AS PRISÕES
- Foram realizadas 10 prisões, sendo 4 em flagrante
- 9 prisões ocorreram em São Sepé e uma em São Gabriel
- Os homens presos têm idades de 26 a 53 anos
- As mulheres presas tem 27 e 31 anos
A OPERAÇÃO
- Além das 10 prisões, policiais apreenderam 5 armas de fogo e um simulacro
- A Polícia Civil também apreende R$ 3,9 mil em espécie
- A delegada Carla Dolores Castro de Almeida, da Delegacia de Polícia de São Sepé, coordenou a operação, que teve apoio de policiais de Cachoeira do Sul, Caçapava do Sul, Osório, Esteio, São Gabriel, Santa Maria, Restinga Seca, Pinhal Grande, São Pedro do Sul, Nova Palma, Tupanciretã, Júlio de Castilhos, Faxinal do Soturno, São João do Polesine, Formigueiro, Dona Francisca, Silveira Martins e Ivorá.
- A Operação recebeu o nome de Hécate, em alusão a deusa grega Hécate, protetora dos caminhos, estradas e encruzilhadas
Facção de fora tenta dominar a cidade
Segundo a Polícia Civil, a investigação desenvolvida pela Seção de Investigação da DP de São Sepé começou em abril deste ano. Os investigadores apuraram que a facção criminosa da Região Metropolitana tem representantes no município.
A facção buscou se consolidar em São Sepé, mesmo depois das operações Tentáculos I e II (2019), Tele Pó e Errático (2021), Reprise (2022), Adicto (2023) e Exitium (2024).
Durante a investigação foram presos em flagrante cinco criminosos pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico de drogas e apreendidos 6,5 quilos de maconha, meio quilo de cocaína, meio quilo de crack e 10 comprimidos de Ecstasy.
De acordo com a Polícia Civil, os integrantes da facção pretendem dominar o território do tráfico em São Sepé para a venda de drogas.
Grupo criminoso tem até auditores e fiscais
Para tanto, os líderes estaduais cooptam traficantes locais e enviam outros integrantes do grupo criminoso para traficarem no município.
Eles passam a atuar e todas as modalidades do tráfico, que incluem armazenamento, distribuição e comércio de drogas, bem como controle e fiscalização das atividades criminosas junto aos traficantes locais. Atuam como se fosse fiscais e auditores do tráfico.
Representante da facção em São Sepé
Toda essa logística é traçada e determinada por um criminoso oriundo de Canoas, considerado uma liderança da facção da Região Metropolitana em São Sepé.
O pontapé inicial para a investigação foi uma grande apreensão de maconha, crack e comprimidos de ecstasy.
A prisão do criminoso oriundo da Região Metropolitana ocorreu nas proximidades da estação rodoviária de São Sepé após ter realizado o popular “bate e volta”. Nesses “bate e volta”, ele trazia drogas da Região Metropolitana para São Sepé.
Por esse motivo esta operação foi batizada com o nome “Hécate”, em alusão a deusa grega Hécate, protetora dos caminhos, estradas e encruzilhadas.
Homicídios e outros crimes
Conforme a Polícia Civil, as fichas criminais dos presos registram crimes como assassinatos, tráfico, associação para o tráfico, assaltos, furtos, porte e posse ilegal de arma de fogo, receptação, lesão corporal, ameaça, desacato e dano, entre outros.
Todos os presos na Operação Héctate serão encaminhados para o Presídio Estadual de São Sepé (os homens) e para o Presídio Regional de Santa Maria (as mulheres).
(*Com informações da Polícia Civil)

