Operação Campus Seguro ocorreu nesta quarta-feira a partir de denúncia que levou a identificação de conta
PARALELO 29

A Polícia Federal (PF) de Santa Maria deflagrou, nesta quarta-feira (19/11), a Operação Campus Seguro, com o objetivo de reprimir a prática de atos de terrorismo e prevenir possíveis ações violentas na cidade. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido.
De acordo com a PF, o inquérito policial teve início a partir de uma denúncia informando que um perfil em uma rede social publicava conteúdo de caráter violento e fazia insinuações sobre potenciais vítimas.
Durante a apuração da denúncia, a PF de Santa Maria verificou que o perfil também havia marcado a página de um órgão governamental, o que levantou suspeitas sobre a possível preparação de um ato violento.
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Suspeito teria ligação com email racista e homofóbico
O Paralelo 29 apurou com um fonte da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que a operação tem ligação com uma investigação aberta para apurar a origem de um email com ameaças à comunidade universitária no início do mês passado.
Conforme a Reitoria da UFSM informou à época, em nota, o email foi enviado em 5 de outubro a vários setores da instituição. No texto, o autor da mensagem falava em realizar uma “chacina” na UFSM para ““eliminar o máximo de negros, feministas e homossexuais que conseguir”.
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Em um primeiro momento, a PF não teria conseguido identificar um possível autor, já que a conta de onde partiu o email estaria hospedada no exterior.
De acordo com a fonte consultada pelo Paralelo 29, a UFSM não irá se manifestar sobre a operação da Polícia Federal por ainda não ter sido cientificada.
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Vereadora do PSOL também recebeu ameaças
Dias depois, em 21 de outubro, a vereadora Alice Carvalho (PSOL) recebeu um email com mensagens racistas e ameaças de morte.
“Estou te escrevendo para te dar uma escolha simples: renuncia ao teu cargo de vereadora no PSOL imediatamente, ou enfrente as consequências. E acredite, as consequências serão muito, muito desagradáveis”, diz um trecho do email enviado à vereadora.
Alice registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de Santa Maria. O caso ficou sob a responsabilidade da delegada Débora Dias, da Delegacia de Polícia do Idoso e de Combate à Intolerância (DPCOI), que instaurou inquérito policial.
Assembleia Legislativa sugere ampliar investigação
Alice também esteve na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, onde falou sobre as ameaças no dia 29 de outubro.
Na última sexta-feira (14), o deputado estadual Adão Pretto, que preside o colegiado, enviou ofício à delegada Débora Dias solicitando que o Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), que tem reconhecida expertise nesse tipo de investigação, seja parte na apuração das ameaças contra a vereadora santa-mariense.
(Com informações da PF)

