Paralelo 29

Policiais penais de Santiago e São Luiz Gonzaga são presos por facilitar a entrada de drogas, armas e celulares em presídios

Foto: Divulgação, MPRS

Operação Madrinha investiga 12 pessoas ligadas a uma organização criminosa; mandados foram cumpridos em três cidades

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) deflagrou nesta quinta-feira, 11 de dezembro, a Operação Madrinha em São Luiz Gonzaga e Ijuí, no Noroeste gaúcho, e em Santiago, na Região Central.

Foram presos dois policiais penais, uma ex-apenada e ainda um detento que teve novo mandado de prisão cumprido contra ele. Os investigados têm ligação com uma organização criminosa que atua em todo Estado e facilitavam ingresso de materiais ilícitos em casas prisionais.

Confira aqui uma galeria de fotos da Operação Madrinha.

Apreensões realizadas

Também foram cumpridos 17 mandados de busca, que resultaram na apreensão de celulares, dinheiro, drogas, armas, documentos e quatro veículos.

Além dos quatro presos preventivamente, alvos dos mandados de prisão, duas pessoas foram presas em flagrante devido a drogas e armas encontradas em residências onde estavam sendo cumpridos mandados de busca e apreensão.

Doze investigados

Ao todo, são 12 investigados a partir de uma denúncia da Corregedoria da Polícia Penal: apenados, ex-apenados, outros envolvidos no esquema e na lavagem de dinheiro, além de três policiais penais, dois deles alvos de mandados de prisão nesta quinta-feira.

As ordens judiciais foram cumpridas no Presídio Estadual de São Luiz Gonzaga e na Penitenciária Modulada de Ijuí e, ainda, em nove residências e dois estabelecimentos comerciais.

A investigação

A investigação, iniciada em outubro deste ano, e a operação são coordenadas pelo promotor de Justiça Diego Pessi, do 6º Núcleo Regional do GAECO – Missões.

Segundo ele, é apurado o fato de que policiais penais facilitaram a entrada de drogas, celulares, entre outros objetos ilícitos no presídio de São Luiz Gonzaga, burlando mecanismos de segurança e fiscalização. Os crimes investigados são de organização criminosa, corrupção ativa e passiva.

A Operação

A operação contou ainda com a participação dos promotores de Justiça Manoel Figueiredo Antunes e Alcindo Luz Bastos da Silva Filho.

Foram mobilizados 27 agentes do GAECO, com apoio da Promotoria Especializada Criminal da Comarca, mais 32 policiais militares e 73 do Grupo de Ações Especiais (GAES) da Polícia Penal, além de integrantes da Corregedoria do órgão.

(Com informações do MPRS)

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