Morte de jovem, em 2022, em São Gabriel, envolve ex-policiais militares
Terminou por volta das 21h desta terça-feira (30/6) o segundo dia de julgamento dos três policiais militares acusados pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro, de 18 anos, em agosto de 2022, no município de São Gabriel.
Os trabalhos, conduzidos pela Juíza de Direito Liz Grachten, titular da Vara Criminal, tiveram andamento com o depoimento de mais seis testemunhas. Até agora, dez pessoas foram ouvidas em Plenário desde o início do júri.
Os acusados, que estão presos preventivamente, respondem por homicídio qualificado, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Caso
Conforme os autos, Gabriel foi encontrado morto em um açude na localidade de Lava Pé, em 19 de agosto de 2022. Segundo a denúncia, o jovem foi abordado pelos policiais militares na noite do dia 12 de agosto, em razão do atendimento de uma ocorrência.
De acordo com a acusação, a vítima teria sido agredida, colocada em uma viatura policial e, depois, encontrada já sem vida na região do açude.
Depoimentos
O primeiro depoimento, ainda pela manhã, foi dado pelo médico legista responsável pela necropsia da vítima. O perito respondeu a questionamentos sobre o estado de conservação do corpo, encontrado dentro d’água, e explicou os motivos pelos quais descartou o afogamento como motivo da morte de Gabriel.
Para o médico, o óbito aconteceu devido a trauma causado por objeto contundente na região cervical da vítima, mas declarou não ser possível precisar a data e a hora da morte em razão das condições do corpo.
(Com informações do Triobunal de Justiça do RS)