No início do ano, uma palavrinha aterrorizante passou a fazer parte do dia a dia de bilhões de pessoas em todo o mundo. Lockdown é uma expressão em inglês para fechamento total de atividades diante de um cenário dramático, como o avanço de uma pandemia.
Países como China, Portugal, França, Alemanha, Itália e Espanha, entre outros, fecharam tudo o que não era essencial para tentar conter a pandemia do novo coronavírus, vírus que causa a Covid-19. E voltaram a fechar de novo assim que se viram diante de uma nova ameaça.
A doença já contaminou mais de 70 milhões de pessoas em todo o mundo e matou mais de 1,5 milhão, destes 180 mil brasileiros, sendo 7,5 mil gaúchos e 122 santa-marienses.
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Pandemia está a caminho de nova onda
Uma segunda onda da Covid já chegou na Europa e, ao que tudo indica, já está em território brasileiro.
O avanço do coronavírus deveria colocar todos em alerta, mas, infelizmente, ainda há quem insista que o vírus é “uma gripezinha” e que estamos “num finalzinho de pandemia”.
Sabe-se que as pessoas estão cansadas de confinamento, sabe-se que milhões perderam o emprego e o seu sustento, sabe-se que outras adoeceram de depressão e outros males decorrentes do isolamento e da própria crise.
Mas sabe-se, sobretudo, que milhares de vidas foram perdidas e que outras milhares estão ameaçadas.
Além da Covid matar, ela lota hospitais e sobrecarrega serviços de saúde e os profissionais, que estão cansados. Assim, outras doenças acabam não sendo tratadas porque faltam leitos e profissionais.
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Medidas restritivas ocorrem em todo o mundo
Em Santa Maria, o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) foi duramente criticado por alguns por ter adotado restrições desde o início da pandemia, medida, aliás, adotada pelos chefes de Estado mais responsáveis, o que não é o caso dos Estados Unidos e do Brasil.
Essa foi a reação de todos os governantes sensatos diante de um um inimigo invisível, desconhecido e devastador.
Se, de fato, a pandemia continuar avançando, não restará muita alternativa a prefeitos e governadores, independentemente do que pensam a respeito do vírus.
Em algum momento, a realidade objetiva vai se impor sobre questões ideológicas, políticas ou mesmo econômicas.
É preciso deixar bem claro que nem no Brasil, nem no Rio Grande do Sul e muito menos em Santa Maria houve fechamento total, diferentemente de outros locais do mundo.
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Infelizmente, há quem deboche da pandemia
O fato é que, infelizmente,muitas pessoas não se cuidam como deveriam se cuidar, debocham do isolamento e do distanciamento social e, pior do que isso, fazem festas e se aglomeram. Sem falar naquelas que se negam a usar máscara e dizem que não irão se vacinar.
Ora, foi exatamente por conta desse tipo de postura e do relaxamento da população que a pandemia se viu descontrolada em muitos momentos, como o que vivemos agora. E quem paga a conta? Obviamente, quem adoece, quem morre e quem vê seu negócio fechar.
E por trás de quem adoce, morre ou vê seu negócio ir à falência estão milhares de famílias. Resumindo, são elas que pagam a conta, os pobres, a classe média, os pequenos e médios empresários. Jamais os ricaços, que representam um percentual mínimo da população mundial.
Seja por ignorância, por teimosia ou per egoísmo mesmo, muitos subestimam que a pandemia de Covid é o maior drama de saúde pública mundial desde a “gripe espanhola” (que de espanhola não tinha nada), há um século.
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Desafio é conter o coronavíus JÁ
Estamos diante de um grande desafio: ou contemos a pandemia JÁ ou não restará outra alternativa que não o controle total das pessoas pelo poder estatal, com medidas severas de confinamento.
Imagine-se em uma guerra com bombardeios constantes: Alguém sairá para a rua para beber, se divertir ou para se exercitar? Da mesma forma, o que fazem as populações que moram em regiões onde há tempestades anuais?
Enquanto não houver vacinação em massa – sabe-se lá quando isso vai ocorrer –, estaremos à mercê de um inimigo invisível.
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População deve pressionar por vacina
Portanto, é hora de a população refletir sobre o grave momento pelo qual passamos e se conscientizar de que, além de se cuidar e cuidar do outro, é preciso exigir que prefeitos, vereadores, deputados, senadores e governadores pressionem o governo federal para que se tenha uma campanha de vacinação abrangente o mais rápido possível.
E também apoiar medidas restritivas que eventualmente venham a ser adotadas com base em critérios científicos. Ainda há tempo de conter a segunda onda. Isso é fundamentalmente necessário para que a própria atividade econômica não seja ainda mais afetada.
Caso contrário, as consequências poderão ser bem mais graves para todos e viveremos – não se sabe por quanto tempo – à sobra do LOCKDOWN.