Paralelo 29

UFRJ desenvolve fármacos para combater a Covid

UFRJ Covid
Pesquisadores da UFRJ trabalham em projeto para produzir fármacos para tratamento da Covid/Foto: UFRJm Divulgação

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão desenvolvendo nanopartículas que sirvam para medicamentos que possam combater os sintomas e os malefícios da Covid.

O grupo de estudiosos está lotado no Instituto Alberto Luiz Coimbra, de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ (Coppe/UFRJ).

O coordenador do projeto é o professor José Carlos Pinto, do Programa de Engenharia Química (PEQ) da Coppe.

“A ideia é aumentar a absorção de alguns medicamentos pelo organismo e a disponibilidade para que haja maior eficiência durante o uso visando combater, principalmente, os sintomas”, disse o pesquisador à Agência Brasil.

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Conforme José Carlos, atualmente há muitas atividades relacionadas ao desenvolvimento de retrovirais e, inclusive, existe a expectativa de que alguns tratamentos com esses medicamentos possam ser utilizados em um futuro próximo.

“A tecnologia que se encontra em desenvolvimento pela Coppe poderia ser também utilizada para embarcar esses retrovirais, diz o cientista.

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Medicamentos mais eficazes e seguros

O professor confirmou que a meta é que os medicamentos a serem desenvolvidos possam ser mais eficientes e ofereçam maior segurança no tratamento contra o novo coronavírus.

Isso porque, segundo ele, às vezes, o paciente precisa tomar uma carga de antibióticos elevada que, de certa maneira, agride o organismo do ponto de vista da absorção, em particular os remédios que são tomados via oral.

“Eles agridem o aparelho digestivo. Então, quando vão protegidos por uma espécie de bolinha, o remédio não necessariamente tem contato com as células do estômago. Aí, eles são absorvidos de maneira mais eficiente e de forma também menos agressiva”, afirma.

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Bolinhas inteligentes

Revestidos por partículas invisíveis a olho nu, as chamadas bolinhs, esses fármacos poderão ter sua ação potencializada e seus efeitos adversos e contraindicações reduzidos. Portanto, isso facilitará o tratamento médico e a reabilitação de pacientes.

O projeto, que conta com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), possibilitará o desenvolvimento de medicamentos antivirais mais eficientes e seguros contra o coronavírus.

De acordo com p professor da Coppe/UFRJ, o grupo de pesquisadores vem trabalhando no sentido de que essas bolinhas sejam inteligentes.

Assim, eles cobrem a bolinha com um biocomposto, com uma molécula ou um agente ativo, como um anticorpo, por exemplo, para que possa fazer a entrega específica para as células que estão afetadas com a doença.

Esse processo possibilita, segundo o pesquisador, um aumento grande da eficiente, porque é como se as células que estão doentes acabassem absorvendo mais essas bolinhas, que são marcadas com compostos reconhecidos pelas células doentes.

“Isso também aumenta a eficiência da terapia, porque você entrega um medicamento à célula que mais precisa dele, que é a célula doente, ao invés de espalhar ele pelo organismo”, explica o professor.

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Projeto testa medicamentos conhecidos

O trabalho da UFRJ tem como objetivo a produção de nanopartículas contendo diferentes fármacos, em especial aqueles com potencial farmacológico no combate ao Sars-Cov-2, por meio de uma técnica que seja fácil de reproduzir e de produzir em grande escala.

O projeto já desenvolveu algumas soluções. Uma delas inclui a azitromicina, que é um antibiótico que vem sendo muito usado no tratamento da Covid, por ele auxiliar a combater, em particular, as infecções no pulmão.

“A gente está em um estágio muito avançado para alguns ativos, como também a heparina, e não tão avançado para outros, como a acetilcisteína e a ivermectina”, diz José Carlos.

O coordenador revelou, ainda, que o grupo de pesquisadores já domina a técnica da funcionalização, mas tem que avançar nos testes in vivo.

Quanto ao desenvolvimento das soluções farmacêuticas, José Carlos afirma que o projeto está bem avançado.

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Testes a partir de março de 2021

A partir de março de 2021, o planejamento é iniciar os testes in vivo em meios celulares. Tudo vai depender do funcionamento dos laboratórios por conta da pandemia.

O coordenador explica que serão feitos testes, principalmente, em culturas celulares. Ele destaca que o projeto não está apresentando um novo fármaco, mas sim uma formulação de uma nova apresentação mais inteligente, o que simplifica muito o desenvolvimento do produto final.

Por fim, o projeto não é específico para o tratamento da Covid e poderá servir para outras doenças.

(Com informações da Agência Brasil)

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