A cantora Camila Lopez e o jornalista Juarez Fonseca abrem a programação, transmitida ao vivo pelo Instagram da Casa de Cultura Mario Quintana, com uma conversa sobre a vida e a obra de Elis. O Projeto Casa Virtual tem edição especial na noite desta quarta-feira,30. Com transmissão ao vivo pelo Instagram @ccmarioquintana, a cantora Maria Rita, filha de Elis, vai interpretar canções de seu repertório em homenagem aos 30 anos da Casa de Cultura e ao Acervo Elis Regina. O show começa às 20h.
Antes da apresentação, às 19h, o jornalista Juarez Fonseca recebe para um bate-papo a musicista Camila Lopez, estudiosa da obra de Elis, que mantém um espetáculo em tributo à cantora. “A conversa gira em torno do legado de Elis e da importância do nosso acervo, que é um dos maiores acervos públicos sobre a vida e obra da cantora porto-alegrense, uma das maiores da história da MPB”, comenta o diretor da CCMQ, Diego Groisman.
A ação encerra o mês de comemoração dos 30 anos da Casa de Cultura Mario Quintana – que iniciou as atividades em 25 de setembro de 1990 – e reafirma as diretrizes da instituição na valorização e preservação do patrimônio cultural. “A ideia é dar visibilidade a esse rico acervo e instigar o público a visitá-lo tão logo a Casa de Cultura reabra para visitação”, reforça Groisman.
Acervo tem mais de 450 itens
O Acervo Elis Regina foi inaugurado em 2005, a partir da proposição do então diretor, Sérgio Napp, com o objetivo de incorporar ao principal centro cultural do Rio Grande do Sul um local de memória e homenagem àquela que é considerada uma das maiores cantoras brasileiras. “O memorial foi constituído através de uma campanha pública, que chamou a população para ceder ao acervo itens relacionados à trajetória da cantora. A campanha reuniu um conjunto com mais de 450 itens, diversos deles em exposição no segundo andar da CCMQ”, lembra Alexandre Veiga, diretor do Núcleo de Acervo e Memória da Casa de Cultura.
A coleção contempla discos de vinil em diferentes formatos, fotografias, revistas, recortes, cartazes e documentos em suporte tradicional. Alguns desses itens pertenceram à cantora, ou foram produzidos por ela; outros são objetos e registros produzidos para discutir sua obra e dar evidência a homenagens prestadas. “A exposição é formada por mobiliários específicos, que apresentam uma trajetória cronológica da obra artística de Elis Regina a partir de discos e fotografias”, complementa Alexandre.
Entre os destaques, constam uma cópia da certidão de nascimento da cantora, de 1945, e fotografias que registram seus primeiros anos em Porto Alegre. Também há revistas, que destacam momentos da vida da cantora, e vários itens que indicam a forte presença de Elis na oposição ao Regime Militar, incluindo a conhecida camiseta preta, que foi censurada por ter o nome de Elis onde deveria constar o lema “Ordem e Progresso”.
O acervo guarda ainda registros como a matéria do Coojornal – jornal da cooperativa de jornalistas de Porto Alegre –, em que Elis relata a coerção sofrida para que cantasse o Hino Nacional, e as lembranças da performance de “O bêbado e a equilibrista”, que se tornou o hino da Anistia, em 1979.
“A existência desse espaço dedicado à memória da Elis expressa um valor histórico e cultural marcante, pois demonstra que Porto Alegre soube valorizar a figura dessa cantora de monumental envergadura artística, a partir do lugar onde nasceu. Contar a trajetória de Elis, dentro de um dos mais significativos centros culturais da América Latina, faz do Espaço Elis Regina referência no tratamento aos que atuam nos palcos da cultura brasileira. É essa motivação que tem orientado a CCMQ ao longo dos seus trinta anos de existência, mostrando também a valorização de nosso patrimônio”, reafirma o diretor do Núcleo de Acervo e Memória da Casa de Cultura Mario Quintana. (Da Assessoria de Comunicação CCMQ)

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