Mesmo que as primeiras doses de uma vacina contra a Covid possam ser aplicadas somente em meados de 2021, o Rio Grande do Sul já elabora um plano de vacinação para os gaúchos.
Responsável pela estratégia, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) prevê o fluxo da vacina desde o laboratório produtor até os locais de aplicação.
De acordo com a SES, inicialmente, a imunização será destinada a populações prioritárias definidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.
A equipe técnica do Programa Estadual de Imunizações, da Divisão de Epidemiologia do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), está organizando a estrutura para armazenagem e distribuição das doses.
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Doses serão entregues a 18 Regionais de Saúde e em câmeras de conservação
A partir da Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi), em Porto Alegre, as vacinas serão entregues às Centrais de Frio das 18 Regionais de Saúde e em 308 câmaras de conservação de municípios com até 100 mil habitantes.
O controle da temperatura interna das câmeras frigoríficas será feito por um sistema que envia mensagem via celular e correio eletrônico.
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Compra de seringas já está a caminho
Em relação às seringas para aplicação das doses, a SES tem um estoque de 4,2 milhões de unidades.
Porém, o governo já encaminhou processo licitatório para comprar outros 10 milhões de seringas.
Do mesmo modo, o governo estadual prevê em seu plano a capacitação profissional dos agentes que atuarão na vacinação.
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Conselhos estão preocupados com estratégia nacional de imunização
Por outro lado, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) divulgaram neste sábado (5) nota sobre a imunização.
Com apoio do governo do RS, os dois órgãos defendem que todas as vacinas com eficácia e segurança reconhecidas contra a Covid sejam incluídas no planejamento nacional.
Neste sentido, entendem que a aquisição das vacinas seja feita pelo Ministério da Saúde, responsável pelo PNI, como medida para garantir igualdade entre estados e municípios.
Ou seja, sem disputa entre governos estaduais e prefeituras, e seguindo uma regra unificada em todo o país.
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Falta de coordenação pode prejudicar
Conforme a nota, as entidades alertam que a falta de coordenação nacional, assim como a eventual adoção de diferentes cronogramas e grupos prioritários para vacinação podem comprometer a imunização.
Nesta semana, o Ministério da Saúde divulgou que o cronograma de vacinação prevê o início das aplicações em março, no qual idosos com 75 anos ou mais, profissionais de saúde e indígenas terão prioridade.
Segundo o governo federal, o Brasil tem o fornecimento garantido de 142,9 milhões de doses de vacinas.
O ministério prevê 100,4 milhões de vacinas por meio do acordo entre Fiocruz e AstraZeneca e mais 42,5 milhões da Covax Facillity, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Santa Maria e região têm plano B para garantir vacina
Já a prefeitura de Santa Maria diz estar preparada para comprar uma vacina caso o governo federal não disponibilize as doses.
O prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) fez a promessa ainda durante a campanha eleitoral. Depois de reeleito, ele voltou a falar no assunto.
De acordo com o prefeito, em live do Paralelo 29, um dia após ser reeleito, Santa Maria e municípios da região estão preparados para comprar as doses via Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS), que reúne prefeituras.
Seria uma forma de garantir a vacinação de santa-marienses e de moradores de municípios vizinhos. Porém, isso só ocorrerá se o governo federal não disponibilizar nenhuma vacina.
(Com informações do governo do RS)

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