O ápice de um fenômeno astronômico que não acontece desde a Idade Média poderá ser observado nesta segunda-feira (21), logo após o pôr do Sol: a proximidade entre Júpiter e Saturno fará com que esses dois corpos celestes pareçam um planeta duplo.
A última vez em que os planetas estiveram tão próximos ocorreu em 16 de julho de 1623 e a próxima será em 14 de março de 2080.
No entanto, daqui a duas décadas, em 31 de outubro de 2040, eles poderão ser vistos novamente, com a distância de 1 grau.
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Espetáculo pode ser visto até o dia 26
A aproximação dos dois planetas já está ocorrendo desde a última quarta-feira (16) e poderá ser vista até o dia 26.
A proximidade entre os dois planetas já está ocorrendo e, entre os dias 16 de 25 de dezembro, a percepção será de que eles estarão separados por menos do que um diâmetro de lua cheia.
“Na noite de maior aproximação, em 21 de dezembro, eles se parecerão com um planeta duplo, separados por apenas um quinto do diâmetro da lua cheia”, explica o astrônomo da Rice University, Patrick Hartigan.
Desde quarta-feira, Júpiter e Saturno já estão sendo visíveis a olho nu, logo após o pôr do Sol, e vêm se “aproximando” desde então.
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Observatório Nacional transmitiu evento
De acordo com a pesquisadora Josina Nascimento, da Coordenação de Astronomia e Astrofísica do Observatório Nacional (ON), há fenômenos astronômicos que podem ser bem observados sem equipamentos, mas, nessa conjunção, “o mais bonito está através da lente do telescópio”.
Por isso, o Observatório realizou um evento virtual no último sábado (19) para mostrar a conjunção de Júpiter com Saturno.
Astrônomos parceiros de diversas cidades do Brasil transmitiram o espetáculo, ao vivo, por meio do canal do ON no Youtube. O vídeo pode ser conferido nesse endereço.
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Como observar os planetas
Para observar os planetas, segundo Josina, a pessoa deve olhar para o horizonte a oeste, na direção onde o Sol se põe.
Ao esticar o braço e abrir a mão, eles estarão na direção do dedo polegar. Para identificação, Júpiter é o ponto mais brilhante. O tempo de exposição é em torno de uma hora.
“Mas tem que ter a visão do horizonte, não podem ter prédios na frente”, esclarece a cientista.
De acordo com Josina, as transmissões online continuarão acontecendo mesmo após a pandemia e a equipe está trabalhando para melhorar a acessibilidade, com a inserção de audiodescrição e tradução em Libras.
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As próximas aparições
A pesquisadora do ON explica que o fenômeno acontece, em média, a cada 20 anos, nem sempre com condições de visibilidade.
Entretanto, o que torna o evento desse ano raro é a proximidade aparente de Júpiter e Saturno e a condição de ser observado da Terra.
A pesquisadora Josina explica que quando acontece a conjunção desses planetas, a separação entre eles pode ser de 1 grau ou 2 graus, mas o que é raro mesmo é essa separação de seis minutos de arco.
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Equipamento especial
“Para você ter uma ideia, o tamanho da lua, que vemos no alto do céu, é de 30 minutos de arco, então você tem que dividir aquele tamanho por cinco e vai ter ideia de como é pequenininho esses seis minutos de arco”, explica.
Além disse, segundo ela, devido à grande proximidade aparente, Júpiter e Saturno podem ser vistos, ao mesmo tempo, no campo da ocular de um telescópio (sem precisar movimentar o equipamento).
Dependendo da capacidade de aumento do telescópio, esta segunda e quarta-feira (23), poderão ser vistos também os quatro maiores satélites de Júpiter, chamados galileanos, e dois dos maiores satélites de Saturno, Titan e Jápeto.
(Com informações da Agência Brasil)

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