O governo do Estado divulgou na noite desta sexta-feira (27) que o Rio Grande do Sul continua em bandeira preta pela quinta semana consecutiva.
Porém, praticamente nada muda em relação às medidas restritivas em vigor. Nas últimas 24 horas, o RS teve 408 mortes, um total 18 mil óbitos.
O Palácio Piratini manteve, no entanto, a suspensão de atividades não essenciais entre 20h e 5h e aos finais de semana até 4 de abril.
Em Santa Maria, seguem os protocolos da bandeira vermelha, com regras menos rígidas.
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Todas as 21 regiões seguem em alterta de risco máximo
Sendo assim, todas as 21 regiões Covid continuam em risco máximo, com altíssima taxa de ocupação hospitalar e velocidade de propagação do coronavírus. O governo informa que o mapa é definitivo.
O Estado também manteve a suspensão da chamada Regra 0-0, pela qual municípios sem registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias poderiam adotar protocolos da bandeira vermelha.
No entanto, a cogestão regional, por sua vez, está permitida. Esse é o caso de Santa Maria, que, portanto, pode continuar com as regras da bandeira vermelha.
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Em 7 dias, 1,8 mil gaúchos morreram, 408 nas últimas 24 horas
Conforme o governo do Estado, a análise dos dados dos 11 indicadores do modelo de distanciamento controlado desta semana mostra relativa estabilidade no total de internados em UTI.
Há uma ocupação menor (-1,8%) e redução nos casos confirmados de Covid-19 em leitos clínicos (-11,5%).
Por outro lado, o número de mortes por Covid-19 teve um aumento de 4%. Nos últimos sete dias, 1.824 gaúchos morreram da doença.
Somente nas últimas 24 horas, morreram 408 gaúchos, totalizando 18.349 vítimas fatais da pandemia no RS.
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Sem mais flexibilizações
Conforme o governo do RS, havia pedidos para flexibilizar ainda mais as atividades econômicas. No entanto, o Estado negou essa possibilidade.
O Gabinete de Crise negou os pedidos para reduzir os níveis de restrição vigentes em função dos baixos estoques de medicamentos para intubação.
Igualmente, de acordo com o Gabinete de Crise, também pesou na decisão “a alta taxa de ocupação de leitos por Covid-19”.
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Até 4 de abril, nada muda, em principio
Dessa forma, o governo decidiu manter a suspensão de atividades não essenciais entre 20h e 5h e aos finais de semana até 4 de abril, conforme havia sido anunciado.
De acordo com o governador Eduardo Leite (PSDB|), o cenário epidemiológico que o Estado enfrenta ainda é de risco altíssimo, com ocupação de UTI acima dos 100%.
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Salvaguarda é acionada
Essa situação acionou a salvaguarda e manteve, pela quinta semana consecutiva, todas as regiões gaúchas em bandeira preta.
“Estamos numa situação em que observamos a redução da ocupação de leitos clínicos, já de uma forma bastante consistente, mas ainda não conseguimos observar redução na ocupação de leitos de UTI. Parou de crescer, mas ainda não caiu a ocupação”, disse o governador.
Leite afirma que o RS conseguiu estabilizar a situação, diferentemente de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais, entre outros.
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Empresários e prefeitos pressionam por mais flexibilizações
Os empresários querem ampliar o horário de funcionamento de restaurantes e estabelecimentos comerciais tanto em dias de semana quanto aos sábados, domingos e feriados.
Entre os pedidos recebidos pelo Gabinete de Crise nos últimos dias estão os de prefeitos e entidades setoriais da Serra e da Região Metropolitana.
O governador lembrou que o Estado já retomou a cogestão como formar “de dar um fôlego às atividades econômicas”.
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Circulação de pessoas deve ser contida, diz Leite
Entretanto, Leite destacou que é necessário manter as restrições à circulação de pessoas.
Isso até que a situação nos hospitais se estabilize em níveis mais baixos do que os atuais, segundo Leite.
Leite lembrou que a retomada da cogestão já foi adotada como forma de dar um fôlego às atividades econômicas, mas que as restrições à circulação de pessoas ainda são necessárias até que a situação nos hospitais se estabilize em níveis mais baixos.
“Precisamos ser mais rígidos agora, por mais nove dias, pelo menos, para não corrermos o risco de termos de fechar novamente logo ali na frente”, ponderou.
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Falta de remédios para intubação é o que preocupa
Um dos fatores que mais preocupam não só o Rio Grande do Sul, mas também todos os Estados, conforme discutido nesta sexta, em duas reuniões com governadores de todo o país, é a falta do chamado kit intubação.
São medicamentos necessários para o procedimento de intubação (ventilação mecânica) dos pacientes com dificuldades respiratórias.
A Secretaria Estadual da Saúde realiza um levantamento semanal com os hospitais gaúchos acerca do estoque dos 22 medicamentos para a intubação em UTIs para acompanhar a quantidade na rede hospitalar pública.
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Aumento de leitos e redução de internações
Considerando o aumento de 2,5% no total de leitos de UTI existentes e a diminuição de 1,7% no número de internados, houve redução da razão de leitos de UTI livres para cada ocupado.
Essa redução, no entanto, não é suficiente para que a situação do RS seja considerada estável.
A pressão sobre o sistema hospitalar permanece, causando ocupação de espaços inclusive fora dos leitos regulares e resultando em operação acima da capacidade indicada em algumas regiões.
Clique aqui e acesse a nota técnica com as justificativas de classificações das regiões.
Clique aqui e acesse o levantamento completo da 47ª semana do Distanciamento Controlado.

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