Professores, servidores e estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) escolherão nesta quinta-feira (24), das 7h às 22h, o nome daquele que pretendem ver como futuro reitor da instituição, por meio de uma pesquisa de opinião.
Esta será uma das “eleições” para reitor mais singulares e polêmicas da história da UFSM, com judicialização, chapa única, insatisfações, boicote ao processo e muitas dúvidas acerca do futuro.
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Decisões judiciais alteram processo
Até agora, duas decisões judiciais alteraram o processo eleitoral, que já iniciou marcado por polêmicas.
A primeira se refere ao peso do voto. Duas ações questionaram a pesquisa de opinião, e o juiz substituto da 3ª Vara Federal de Santa Maria, Rafael Tadeu Rocha da Silva, decidiu acolher parcialmente o que foi pedido.
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Voto de professor tem mais peso
Assim, mesmo mantendo a pesquisa de opinião, o juiz afastou a paridade dos votos. Ou seja, acabou com a igualdade de peso nos votos dos três segmentos – professores, servidores e alunos.
Pela decisão, o voto dos professores passa a ter 70% de peso, enquanto servidores técnico-administrativos ficam terão 15% e estudantes também 15%. É o chamado voto 70 por 30.
A decisão judicial, acatada pela UFSM, gerou polêmica e questionamentos nos perfis do Paralelo 29.
Leitores se dividiram: enquanto uns afirmam que a decisão acabou com a democracia universitária, outros entendem que ela está correta.
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Voto tem que ser individual

Nesta quarta-feira (23), véspera da pesquisa de opinião, outra decisão da Justiça Federal mexeu ainda mais com a sucessão do reitor Paulo Burmann.
Conforme essa nova decisão, o voto não poderá mais ser na chapa “Voa”, que inscreveu três nomes: Luciano Schuch, atual vice-reitor, como candidato a reitor, e as professoras Martha Adaime e Cristina Nogueira. O voto terá que ser em apenas um deles.
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UFSM divulga nota e live
A UFSM divulgou nota em seu site informando que, em decorrência de uma nova decisão da Justiça Federal, o processo de consulta será alterado para votação uninominal.
“Ficou determinado, assim, que a escolha deve ser em candidatos individuais, e não em uma chapa.
Desta forma, o participante irá escolher entre um dos três nomes da chapa, e não a chapa como um todo”, diz a nota.
Diante de tanta confusão, a instituição fez uma live (assista o vídeo) no final da tarde desta quarta-feira para explicar com detalhes como será a pesquisa de opinião.
Sindicato sugere boicote
Em protesto contra o formato da consulta, a Associação dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria (Assufsm), que representa os técnico-administrativos, decidiu boicotar a pesquisa.
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Conforme divulgado pela entidade, em assembleia o sindicato aprovou, por unanimidade, a orientação para que os técnicos-administrativos em Educação da UFSM não participem da pesquisa de opinião para eleição da nova gestão.
De acordo com a coordenação da Assufsm, a atual gestão “faltou com respeito e não dialogou com a categoria”.
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Presidente escolherá futuro reitor
Depois da pesquisa de opinião, a definição do futuro reitor da UFSM terá, ainda, mais duas etapas.

O nome escolhido nesta quinta deverá ser referendado pelos conselhos superiores da UFSM, que encaminhará três nomes para o governo federal definir qual deles assumirá a Reitoria.
Aí é que entra outra questão: a incerteza a respeito da escolha do governo Bolsonaro. Diferentemente de seus antecessores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não tem escolhido o primeiro nome da lista tríplice, que é aquele que a comunidade universitária escolheu por maioria.

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