CUCA VICEDO – Publicitária e crítica de cinema
Dentro da programação dos cinemas locais, se você ainda não conferiu os filmes de super heróis e vilões, ainda dá tempo de ir dar uma olhada no Batman em mais um versão do herói mais filmado e refilmado do cinema atual e Morbius do Universo Marvel.
O Batman com Robert Pattinson é mais um espetáculo pra conferir novas versões dos personagens agora interpretados pro Zoe Kravits (Mulher Gato), Collin Farrell (Pinguim) e Paul Dano (Charada).
Tentando usar menos efeitos e ser mais intimista ainda o filme definitivamente não é a melhor versão, mas isso depende da opinião pessoal de cada um; o filme muda a ótica da história, acompanha a sua era tecnológica, mas sinceramente…é só mais uma versão. Sim, já teve melhores, mas para aquela sessão da tarde o filme diverte!
CINEMA: No ritmo do coração
Já MORBIUS, depois do megasucesso de CORINGA, em que a grande interpretação de Joaquim Phoenix deu um sentido profundo para a triste vida de como alguém pode se tornar extremamente perverso com tantos fracassos, a fórmula do vilão compreendido pela sociedade tenta aqui ser aplicada novamente.

O escolhido para interpretar é Jared Leto, que infelizmente não tem se saído muito bem ultimamente nas interpretações de seus personagens, se caracterizando mais em overacting (uma atuação exagerada).
O sucesso de Coringa não se repete aqui, o personagem conflituoso não atinge nem a metade do carisma que Joaquin teve com seu Coringa, e o filme entra na lista de mais um no gigantesco rol de filmes de ação e anti heróis. A expectativa não atingiu a realidade, mesmo com todo talento de Leto.
Fora do circuito comercial e, completamente fora deste universo de efeitos e megaproduções, um destaque para A TRAGÉDIA DE MACBETH, uma ousada investida do diretor Joel Cohen, que faz o filme sem seu irmão e nos leva direto a uma versão romanceada da obra de Shakespeare.
O Oscar da diversidade e o mau exemplo
Para quem espera uma comédia como Fargo ou Onde os Fracos não tem vez, esqueça. O real destaque deste filme está na grandiosa interpretação de Denzel Washington, magnífico, perfeito, um grande ator.
A nobreza do personagem está na figura deste homem que merece todo crédito por ser o que o filme tem de melhor. Dentro da história, outro grande nome, Frances McDormand, faz a Lady MacBeth, que ajuda o marido na traição ao Rei e na trama que se forma.
CINEMA: West side story. Nem Spielberg salva a refilmagem
A qualidade do filme está na escolha de uma fotografia em preto e branco, o não uso de cenários majestosos e nem figurinos de época luxuosos. Tudo é como uma grande peça de Teatro, onde o que vale é a interpretação dos atores, seus textos e a história.
Completamente contra as megaproduções que estamos tão acostumados no cinema atual, mérito para Joel Cohen que ousou fazer um filme se preocupando com a narrativa e as interpretações. Parabéns.
A Tragédia de MacBeth vai entrar direto para o Streaming, agora é esperar para conferir qual a plataforma que será escolhida.

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