Familiares, amigos e colegas de Luanne Garcez realizaram ato público na tarde deste sábado (15), na Praça Saturnino de Brito, em Santa Maria, para pedir justiça para a jovem, que foi assassinada pelo namorado. Os manifestantes também pediram respeito às mulheres e o fim dos feminicídios.
Os participantes, entre eles muitos jovens, usavam camisetas com a foto da vítima estampada coma frase “Luanne presente” Cartazes também carregavam recados contra a violência que atinge as mulheres no Brasil.
Halana Garcez, irmã de Luanne, emocionou os presentes ao falar da jovem. Halana lembrou dos sonhos da irmã – que queria ser professora – e do quanto ela era alegre e gostava de receber carinho e atenção.

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“Luanne era intensidade”, diz irmã
“Luanne era amor, era paixão, era intensidade. Se entregava completamente, e com sangue nos olhos, por tudo aquilo que acreditava ser importante. Nossa mãe era sua maior inspiração. e ela espelhava isso na sua dedicação e na sua crença pela educação”, disse Halana.
Outras mulheres também se manifestaram. Chamou a atenção um cartaz segurado por duas jovens com a frase: “É preciso derrubar o mito de que o feminicida é louco. Não é!.
Amigos da vítima que estavam no ato comentaram que a tese da defesa do namorado de Luanne, Anderson Ritzel, seria de que ele teria graves problemas mentais, o que, se comprovado, poderia tornar o assassino “inimputável”.
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Amigo diz que a vítima era um ser de luz
Amigo de Luanne há oito anos, Felipe Costa também falou. Emocionado, o estudante de mestrado em Educação na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) lembrou que a amiga era uma pessoa preocupada com as injustiças sociais e que tinha uma imensa capacidade de perdoar “até mesmo quem fazia mal a ela”; “era um ser de luz”.
Felipe pediu que as pessoas dessem as mãos umas às outras, fechassem os olhos e enviassem uma mensagem para Luanne. Ele encerrou com uma oração pedindo que “Deus e todos os orixás estejam amparando a Luanne”.

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Estudante teria morrido asfixiada
Luanne tinha 27 anos e cursava Pedagogia na UFSM, seguindo os passos da mãe, Diaine Garcez, que é professora, e de Halana, que é doutora em Educação. Colegas do magistério participaram do ato.
Descrita como uma pessoa alegre, “de bem com a vida”, a jovem foi vítima de feminicídio na madrugada do último domingo (10), na Rua Luiz Mallo, Bairro Itararé, região Nordeste de Santa Maria.
O namorado dela, Anderson Ritzel, de 26 anos, acabou confessando o crime na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), após ser preso pela Brigada Militar. Luanne teria morrido por asfixia.

Testesmunhas afirmaram ter visto um homem correndo com uma bolsa. Depois, ele voltou e tentou fazer massagem cardíaca na vítima. Aos policiais militares, Ritzel teria dado versões desencontradas sobre o fato.
O inquérito policial está em andamento e deverá confirmar como Luanne foi assassinada. A motivação teria sido ciúmes. O Paralelo 29 não conseguiu contato com a defesa do acusado.

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