A Secretaria da Saúde (SES) anunciou nesta quarta-feira (20) que o Rio Grande do Sul está em alerta máximo contra a dengue. Já são mais de 9 mil casos confirmados este ano ocorridos dentro do Estado, chamados de autóctones. Entre esses, cinco mortes pela doença já foram confirmadas. Santa Maria tem 24 casos confirmados, segundo a Prefeitura.
A declaração do governo estadual tem por objetivo o reforço na mobilização de enfrentamento ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti. O foco são os 177 municípios, incluindo Porto Alegre, onde o nível de alerta é maior pelo número de casos e óbitos registrados.
Em Santa Maria, além dos 24 casos confirmados de dengue, o boletim da Prefeitura informa que há 93 casos em investigação. No dia 14 de abril, portanto há uma semana, eram 17 casos confirmados da doença.
Embora não haja nenhum caso de zikavírus, há dois casos suspeitos em investigação. Não há nenhum caso de chikungunia registrado este ano no município.
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ONDE O BICHO TÁ PEGANDO
Áreas do Estado com maior nível de alerta (por Coordenadorias Regionais de Saúde – CRS):
2ª CRS (SEDE FREDERICO WESTPHALEN): 26 MUNICÍPIOS (196 ML HABITANTES)
- 954 casos autóctones (524 casos por 100 mil hab.) e uma morte
16ª CRS (SEDE LAJEADO): 37 MUNICÍPIOS (372 MIL HABITANTES)
- 1.700 casos autóctones (474 casos por 100 mil hab.), mas sem registro de morte
1º CRS (SEM CONSIDERAR A SEDE PORTO ALEGRE): 65 MUNICÍPIOS (3,1 MILHÕES DE HABITANTES)
- 4.398 casos autóctones (95 casos por 100 mil hab.) e uma morte
PORTO ALEGRE: 1,5 MILHÃO DE HABITANTES
- 1.193 casos autóctones (80 casos por 100 mil hab.), mas sem registro de morte
14ª CRS (SEDE SANTA ROSA): 22 MUNICÍPIOS (239 MIL HABITANTES)
- 488 casos autóctones (219 casos por 100 mil hab.) e uma morte
15ª CRS (SEDE PALMEIRA DAS MISSÕES): 26 MUNICÍPIOS (169 MIL HABITANTES)
- 168 casos autóctones (103 casos por 100 mil hab.) e duas mortes

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Assunto discutido com especialistas
O assunto foi tema de reunião do Centro de Operações de Emergência em Arboviroses (doenças transmitidas por insetos). A discussão foi feita entre representantes de áreas da assistência e vigilância da SES e de outras instituições, como a Fiocruz, e da representação dos municípios, pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-RS).
Na oportunidade, a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, ressaltou a necessidade de mobilizar e envolver toda a sociedade nessa tarefa. “É um compromisso com o cuidado”, disse. “O alerta máximo significa uma maior atenção com medidas fortes nas regiões de maior incidência”, completou.
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AÇÕES FUTURAS
- Reunião com coordenadores regionais de saúde, prefeitos e secretários municipais de cidades prioritárias
- Modelagem de um painel com informações acessíveis à população e gestores (nível de infestação, número de casos, número de agentes de endemias, entre outros)
- Capacitação de equipes assistenciais (Atenção Primária à Saúde e rede hospitalar), com foco no manejo clínico
- Elaboração de videoaulas para equipes assistenciais e de vigilância em saúde
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Casos quase dobraram no Brasil
Em nível de Brasil, o número de casos prováveis de dengue quase dobrou desde o como do ano comparado ao mesmo período de 2021, segundo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde.
O levantamento aponta quase 400 mil casos prováveis de dengue, o que representa um aumento de 95% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o momento, são 184 casos para cada 100 mil habitantes neste ano.

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O que pode explicar a explosão de casos
Para a segunda vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Rosylane Rocha, dois fatores podem explicar esse aumento considerável. O primeiro é que a dengue é uma doença sazonal, com maior incidência em períodos de chuva e calor. E, como este ano muitas regiões tiveram chuvas acima do esperado, favoreceu o acúmulo de água, situação propícia para o surgimento de focos do mosquito transmissor.
Outro motivo, segundo Rosylane Rocha, é que o medo da Covid-19 fez muita gente procurar atendimento médico, aumentando os registros oficiais de casos de dengue, já que, no início, as duas doenças têm sintomas parecidos.
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Boletim confirma morte de 112 pessoas
O boletim do Ministério da Saúde aponta que, até o momento, está confirmada a morte de 112 pessoas, das 280 que desenvolveram agravamento da dengue no país.
Os registros ocorreram, principalmente, nos estados de São Paulo, seguido de Goiás, Bahia, Santa Catarina e Minas Gerais. Além disso, mais de 170 mortes ainda são investigadas e podem estar associadas à dengue.
(Com informações do governo do RS e da Agência Brasil)

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