CUCA VICEDO – Publicitária e comentarista de Cinema
Biografias sempre são alvo de muita curiosidade em filmes ou livros adaptados, afinal todo mundo quer saber como poderia ser a vida de uma celebridade. Infelizmente nem toda verdade é descrita ou interpretada nestas obras, sejam em forma literária ou adaptações cinematográficas.
Tudo pode ser especulação ou “liberdade criativa” para ilustrar a vida de alguém, o que sempre fica mesmo é o trabalho, o talento, o fascínio que a celebridade em questão deixou como herança aos seus fãs.
Não a herança financeira, pois essa, com certeza faz com que a própria família, muitas vezes, denigra a imagem de alguém próximo por ganância e muita inveja que rola nos bastidores da fama. É complicado.
Animais fantásticos: Os Segredos de Dumbledore
Mas, este ano, teremos uma das vidas mais aguardadas em filmes para deleite dos fãs, uma vez que BOHEMIAN RHAPSODY que contou a vida de Fred Mercury (mesmo que a maioria das pessoas chamassem o filme de FILME DO QUEEN), mostrou que este é um filão lucrativo aos produtores, Então trazer a vida do mais famoso Rei do Rock mundial era uma história que não deveria demorar muito a ser apresentada.

ELVIS, com certeza, está amplamente aguardado, pois é a primeira vez que uma biografia do Rei é feita contando sua trajetória de vida, sucessos e fracassos, alegrias e decepções.
Alguns filmes citavam Elvis como participante da vida das pessoas. O mais próximo que se chegou foi uma situação controversa e estranha relatada no filme ELVIS E NIXON (2016) com uma interpretação bizarra de Michael Shannon como Elvis e Kevin Spacey (perfeito) como Richard Nixon. O melhor mesmo foi um documentário feito pela Netflix, ELVIS PRESLEY:THE SEARCHER.
CINEMA: Documentários de Marilyn Monroe e Nina Simone
Mas, ELVIS, que será lançado dia 14 de julho, tem o novato Austin Butler interpretando o Rei e a forte influência de seu agente da vida inteira, responsável pela escolha de suas músicas, carreira como ator e situações pessoais, o “Temido” Coronel Tom Parker, interpretado por Tom Hanks, já mostrando assim, o poder deste personagem na história. A viúva de Elvis, Priscila Presley, participou amplamente da divulgação do filme, o que é curioso já de início, pois a separação do casal foi um dos motivos do início da depressão que o cantor enfrentou.

Elvis Presley marcou gerações como ídolo completo, seja por suas interpretações, a dança do rock que foi proibida de ser televisionada por mostrar o rebolado do jovem cantor, sua voz inesquecível ou as sessões da tarde com seus filmes. Elvis é referência cultural, mudança de estilo, revolução, tudo que alguém possa imaginar de diferente na música, todos os grandes músicos seguiram e admiraram Elvis Presley.
Dicas do Netflix pra curtir o friozinho
A responsabilidade do diretor Baz Luhrmann é gigantesca, seus trabalhos mais famosos como Romeu e Julieta ou O Grande Gatsby (ambos com Leonardo Di Caprio) ou Moulin Rouge (com Ewan MacGregor e Nicole Kidman) se caracterizam por uma edição dinâmica, muita opulência e extremamente comerciais. Vamos aguardar.
Elvis Presley morreu muito jovem, com 42 anos de idade e, aquele 16 de agosto de 1977 deixou muitas pessoas tristes. Me incluo nesta lista, pois foi a primeira grande perda com cobertura total de imprensa que eu pude ver e sentir de verdade que: ELVIS NÃO MORREU!!!

No Comment! Be the first one.