ATHOS RONALDO MIRALHA DA CUNHA – ESCRITOR
Nem nos meus maiores devaneios da juventude, imaginaria subir no palco da Tertúlia para receber uma premiação. Sou do tempo em que para assistir a Tertúlia teríamos que nos deslocar até a Estância do Minuano. E passar a noite por lá nas tertúlias livres. Era um alvoroço.
Também estava na plateia quando Los Chalchaleros fizeram o show de intervalo. Algo fora do comum…
Estava na plateia e aplaudi em pé a música vencedora da IV Tertúlia – Campo, Pampa e Querência –, composição de Silvio Aymone Genro e João Chagas Leite.
No cine Gloria, lindo de ver. Inesquecível as participações do grande Jayme Caetano Braun apresentando as músicas em forma de pajadas.
São tantas as lembranças, das distantes Tertúlias, que não caberiam numa despretensiosa crônica. A sede da organização era no quiosque que tinha bem em frente ao antigo Fórum, na praça Saldanha Marinho. Não recordo quando foi demolido.
Santa Maria é inspiração para a Tertúlia e tenho apreço muito grande sobre a temática ferroviária. Aliás, qual santa-mariense não tem saudade do Trem da Fronteira?

Então, foi com muita alegria que tivemos a notícia de que nossa música Longe dos Trilhos – parceria com Milton Sica – fora classificada para a 29ª Tertúlia Musical Nativista. Um feito e tanto para quem esteve sempre na plateia admirando músicos e poetas.
O prêmio de música mais popular, tanto na fase geral como na local, foi o coroamento de um sonho não sonhado na juventude. Uma honra imensurável subir no palco com os demais parceiros – Paulinho, Ana, Ilberto, Marcelinho, Johnny, Sabani e Silvio –, para receber o troféu e o reconhecimento dos presentes.
A Tertúlia na praça – assim como a Feira do Livro –, cumpre a missão de levar cultura ao alcance da população. Um evento popular. E para o futuro continuarei na plateia aplaudindo os músicos e poetas. Quem sabe chuleando uma nova parceria. Quem sabe…

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