A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) vai participar de um projeto de mapeamento de tecnologias da Agência Espacial Brasileira (AEB).
Conforme parceria firmada com a agência, que é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a UFSM ajudará a criar um banco de dados sobre tecnologias espaciais no país.
A participação da UFSM será no desenvolvimento de um sistema de informação para o projeto Mapeamento de Tecnologias Espaciais Nacionais (MapTec), que tem como objetivo a criação de um banco de dados do estágio de maturidade da tecnologia espacial nacional.
Concebido para ampliar a consciência sobre o desenvolvimento nacional de tecnologias espaciais, o MapTec analisará grau de desenvolvimento e outras características comuns entre diferentes tecnologias usadas no espaço.
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Objetivo é mapear estágio de tecnologias espaciais
Por meio do projeto, será possível comparar tecnologias equivalentes, em diversos estágios de maturidade.
O professor do Centro de Tecnologia (CT) Marcelo Zanetti, coordenador do projeto na UFSM explica que a instituição celebrou com a AEB um Termo de Execução Descentralizada para desenvolver integralmente o sistema de informação que será utilizada pela AEB no MapTec.
Trata-se de um projeto interdisciplinar que combina engenharia de software, tecnologia da informação, engenharia de sistemas e gestão de projetos.
Os trabalhos serão supervisionados por professores que atuam nos cursos de Engenharia Aeroespacial e Engenharia de Telecomunicações do CT.
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Dinheiro para bolsistas e para compra de equipamentos
Por meio de convênio com a Fundep, os recursos recebidos serão destinados ao pagamento de bolsas para alunos bolsistas de Engenharia Aeroespacial e aquisição de equipamentos. O projeto terá vigência de dois anos, contando-se a partir de 3 de dezembro de 2020.
“Em resumo, as ações focam em desenvolvimento de software e aplicação de metodologias relacionadas à Ciência de Dados, Gestão de Projetos e Engenharia de Sistemas”, sintetiza.
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Consolidação da UFSM no setor aeroespacial brasileiro
Zanetti afirma que, além de contribuir para o sucesso do Programa Espacial Brasileiro, por meio do desenvolvimento de um sistema para garantir uma gestão eficiente de recursos, e de criar novas oportunidades de aprendizado para os alunos, a execução do MapTec pela UFSM evidencia a consolidação de sua posição no setor aeroespacial brasileiro.
O professor destaca o pioneirismo da UFSM com o programa NanosatC-BR, que lançou o primeiro nanossatélite brasileiro (Cubesat) e a criação dos cursos de Engenharia Aeroespacial e Engenharia de Telecomunicações.
Nesse contexto, Zanetti também inclui a realização da 2ª edição co Congresso Aeroespacial Brasileiro, que teve a presença do astronauta Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações.
Essa atuação da UFSM tem viabilizado parcerias e colaborações que fomentam atividades de ensino, pesquisa e extensão.
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Mais oportunidades de cooperação
Para a AEB, o projeto MapTec e a colaboração com a UFSM abrirão também oportunidades para cooperar na área de gestão da informação.
Por meio do projeto, será possível levantar, de forma detalhada e sistemática, o “patrimônio tecnológico espacial” já desenvolvido no Brasil para se traçarem novas rotas no futuro.
A partir desse conhecimento, será possível melhor planejar investimentos e promover a cooperação entre quem faz tecnologia espacial no Brasil.
Com isso, o uso de recursos nacionais poderá ser maximizado pela integração dos agentes responsáveis pelo desenvolvimento, que são as universidades, os institutos e as empresas.
Além desta parceria, a AEB também apoia o lançamento do NanoSatC-BR2, gerido pelo Laboratório de Ciências Espaciais de Santa Maria (Lacesm) da UFSM, previsto para ser lançado em março deste ano.
(Com informações da Coordenação de Comunicação Social e da Assessoria de Relações Institucionais e Comunicação da AEB)

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