Paralelo 29

LUDWIG LARRÉ – Crônica: Comentarista do BBB

LUDWIG LARRÉ

Jornalista

Já devo ter afirmado que o dia em que eu resolvesse assistir e comentar o BBB seria um sinal do Fim dos Tempos. Pois este dia chegou, senhoras e senhores!

O dia em que irei opinar sobre o reality show. Roguemos aos deuses para que não seja, de fato ou ainda, o Berrante de Joramun ou as Sete Trombetas do Apocalipse.

Ocorre que, no cenário pandêmico de mais de ano de confinamento e tele-trabalho, o regime matriarcal doméstico – com a esposa e a sogra – estabelece novas escolhas.

LUDWIG LARRÉ – Crônica: 1964 e algumas realidades alternativas

Escolho por desfrutar o máximo da maravilhosa companhia de ambas, e entrego o controle remoto da TV. A estratégia é receber o mesmo tratamento na hora do futebol do meu time.

Assim sendo, já que passei a acompanhar a atração, evoco meu sagrado e até então não exercido direito de opinar sobre a Casa Mais Vigiada do Brasil.

Aproveito o ensejo para exercitar o formato de cotação de futebol, do qual sou leitor assíduo. Na maioria das vezes, entretanto, discordo dos avaliadores. Parece que não assistimos à mesma partida. Sintam-se à vontade para discordar.

LUDWIG LARRÉ – Crônica: “Passos do Vislumbre”

KERLINE – Nem fardou. Sem nota.

ARCREBIANO – Sumido nos poucos minutos que esteve em campo, tirou o pé na dividida e se omitiu em desfazer lambança armada no seu lado. Nota 2.

LUCAS PENTEADO – Devia ter sido sacado nos primeiros sinais de falta de condições psicológicas. Não precisava ter sido massacrado, já caído, pelas travas das chuteiras amigas e inimigas. Sem nota. Nota zero para quem escalou.

NEGO DI – Ficou na sombra, sempre no impedimento. Quando trocou passes, foi com os caras errados. Não se integrou ao grupo. Aquela frustração de quando o guri que se criou no campinho do teu bairro faz fiasco em rede nacional. Nota 3.

LUDWIG LARRÉ – Crônica: Dummheit uber alles

KAROL CONKÁ – Serginho Chulapa, Beijoca e Darzone tinham mais fair-play e faziam gols. Imagina o goleiro Bruno caçando borboleta com as travas da chuteira na tua cabeça. “Lôca de mijar no carreteiro”. Nota zero.

LUMENA – Que elegância! Que fluência acadêmica na construção do discurso! Na hora de transformar o discurso em evolução da jogada, teve desempenho inferior ao de Thaís no mesmo quesito. Nota 3.

PROJOTA – Muita marra. Contaminou o vestiário. Fez sempre a pior jogada acreditando estar nos braços da torcida. Nota 3.

CARLA DIAZ – Teve a bola do jogo, tabelou mal e não se achou mais em campo. Nota 4.

LUDWIG LARRÉ – Crônica: Teteza

SARAH – Tentou articular o leva e traz no meio-campo, mas insistia em atacar pelo lado errado. Distribuiu pancadas e se jogou no chão quando a disputa foi mais pegada. Nota 3.

RODOLFFO – Perna de pau cuja burrice atenua a ruindade. Nota 4.

CAIO – Formou dupla de zaga/junta de bois parelha com o companheiro Bastião. Leva pequena vantagem por não cantar. Nota 4.

JULIETTE – Muita movimentação. Articula a criação no meio-campo. Não refuga dividida, mas joga na bola. Bota emoção no jogo. Apanha, apanha , e não cai. Entrega total. Nota 7.

VIIH TUBE – Boa jogadora apesar da juventude. Vai de intermediária a intermediária, mas não pisa na área. Estilo enceradeira, joga para trás e para os lados e não arrisca bolas longas para não se indispor com a torcida. Nota 5.

LUDWIG LARRÉ – Crônica: O carcinoma no tecido social

POCAH – Ainda não descobriu para que lado chuta. Nas primeiras tentativas, chutou para o lado errado. No desespero, passou a dar chutão para tudo que é lado. Nota 2.

CAMILLA – Volante protetora da defesa. Parece passar despercebida, mas cumpre muito bem o papel de dar segurança ao sistema defensivo. Joga limpo. Nota 7.

GILBERTO – Absolutamente inconfiável na cobertura, emocionalmente instável e por vezes desleal. Protagoniza alguns lances hilários que quebram a monotonia do jogo sonolento. Nota 6.

JOÃO LUIZ – Discrição é virtude para quem joga na defesa. Joga no fair play, mas não tira o pé na dividida. Nota 7.

Paralelo 29 tem novo cronista: Ludwig Larré

ARTHUR – Legitimo “não joga nada e quer massagem”. Acha que é o dono da bola. Culpa o time por cada erro que comete. Distribui pancadas pelas costas, mas se joga no chão e simula faltas quando marcado. Nota 3.

 FIUK – Nulidade na marcação, na criação e na finalização. Não se movimenta. Espera que alguém jogue por ele. Atrai a marcação das mulheres, mas pipoca na hora do arremate. Cai-cai e chorão. Nota 4.

THAÍS – Não completa uma jogada de sujeito, verbo e complemento. Tenta marcar o Fiuk, mas não consegue. Nota 4.

Sob risco de eliminação e cancelamento, prometo aos leitores que não volto ao tema.

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