O volume de chuvas nos próximos meses no Rio Grande do Sul não será suficiente para provocar uma recarga hídrica (reposição de água nos rios). Atualmente, há 415 municípios gaúchos em situação de emergência.
A projeção consta da nova versão do Boletim Especial sobre Estiagem no Rio Grande do Sul, divulgado pela equipe da Sala de Situação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).
O material avalia os efeitos da estiagem de novembro de 2019 a julho de 2021, principalmente quanto às chuvas e disponibilidade hídrica.
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415 municípios em emergência
Conforme o relatório, o Estado enfrenta um evento crítico de estiagem desde novembro de 2019, o que ocasionou impactos em diversas áreas e o decreto de situação de emergência em 415 dos 497 municípios do RS, de acordo com a Defesa Civil Estadual.
Em abril do ano passado, a equipe já havia publicado um documento sinalizando as consequências da estiagem nos rios gaúchos, comparando o evento com anos anteriores e apresentando um prognóstico climático para os meses seguintes.
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“O cenário não tende a se tornar positivo quanto à recuperação do déficit hídrico no Rio Grande do Sul. Por isso, a Sala de Situação seguirá monitorando as condições climáticas no Estado”, afirma.
O prognóstico climático atual sugere, novamente, que não haverá uma reposição de água das bacias devido à falta de chuva.
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E, em função do calendário de plantio, sobretudo arroz e soja, há risco substancial de comprometimento da disponibilidade hídrica nas bacias gaúchas, demandando ações de gestão e regulação de recursos, principalmente nas bacias com conflito de uso da água.
Relatório atual.
Relatório anterior.
(Com informações do governo do RS)

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