O cineasta santa-mariense Luiz Alberto Cassol pretende transformar um livro do deputado federal constituinte gaúcho Hermes Zaneti em um curta-metragem. A obra de Zanetti denuncia manobras políticas por trás da dívida pública brasileira, e Cassol quer levar esse tema para as telas com a produção “O Complô”.
Para isso, o cineasta lançou uma campanha para arrecadar R$ 330 mil em financiamento coletivo para lançar o curta-metragem. Como recompensa, os doadores receberão um e-book do livro “O Complô” e a inserção de seus nomes nos créditos finais do filma.
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COMO FINANCIAR O CURTA-METRAGEM O COMPLÔ
- Meta: R$ 330 mil
- Recompensa aos doadores: e-book do livro ‘O Complô’ e inserção do nome nos créditos finais do filme
- Como apoiar: depósito em PIX – – filmeocomplo7@gmail.com; e Valeu Art – https://valeu.art/project/o-complo/
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Curta é baseado em livro de ex-deputado gaúcho
Em seu livro, Hermes Zaneti mostra que a dívida pública da União, que ultrapassa R$ 7,1 trilhões, tem origem em manobras políticas.
Do total da dívida, R$ 1,5 trilhão referem-se a títulos em carteira do Banco Central para executar a política monetária – compra e venda de moeda para assegurar a taxa de juros em patamar próximo ao definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Assim, surgiu uma conta monstruosa que se alimenta dos juros. Somente no ano passado, as despesas cresceram R$ 136 bilhões em relação a 2020, totalizando R$ 448,3 bilhões. O custo dos juros é cerca de 65% maior do que o orçamento do Auxílio Brasil, programa social que substituiu o Bolsa Família.
O pagamento dos encargos dessa dívida, no ano passado, alcançou em média mais de 8% daquele estoque,e tem impacto brutal no investimento em serviços públicos e mesmo no desenvolvimento tecnológico e industrial.
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Zaneti propôs auditoria nas contas públicas
Mas como essa dívida impagável se formou? Quando deputado federal constituinte pelo Rio Grande do Sul, Hermes Zaneti apresentou, em 1987, um projeto para que a Constituição brasileira previsse uma auditoria nas contas públicas e adoção de uma gestão transparente, para que a sociedade – que paga a conta – pudesse acompanhá-la.
A proposta foi rechaçada e os motivos são explicados no livro “O Complô – Como o Sistema Financeiro e seus Agentes Políticos Sequestraram a Economia Brasileira” (Verbena Editora; 280p., 2017).
Na obra, o autor defende que a política econômica adotada pelo Executivo esconde uma manobra para favorecer as elites financeiras, às custas do sacrifício da população, que convive com a falta de investimentos em saúde, educação, além de carestia e baixos salários.
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“Complô para favorecer minoria”
“O Complô é a ação das instituições de poder federal, de forma coordenada, agindo contra o povo brasileiro que as mantêm, a favor de uma minoria que se beneficia do rentismo”, explica o autor, mencionando medidas que impediram a regulação de juros em 12%, a restrição do crime de usura à pessoas físicas, isentando as instituições financeiras, como exemplo das ações do complô.
Para que o grande público entenda a quem interessa esse endividamento, integrantes de movimentos sindicais tomaram a iniciativa de transformar o livro em filme.
Filme pretende retomar debate
Dirigido por Cassol, o curta-metragem “O Complô” vai abordar a relação entre os Três Poderes, o Ministério Público Federal e o sistema financeiro nacional e seus impactos na vida dos brasileiros.
“A ideia do filme é trazer questionamentos de como chegamos até aqui, com um sistema que explora de todas as formas”, resume Luiz Alberto Cassol.
O orçamento do filme está estimado em R$ 330 mil, que serão captados por meio de financiamento coletivo. Interessados podem colaborar doando qualquer valor via PIX (filmeocomplo7@gmail.com) ou pela plataforma Valeu.Art! (https://valeu.art/project/o-complo/). Os doadores receberão como recompensa o e-book do livro “O Complô” e terão o nome inserido nos créditos finais do filme, na lista de incentivadores.
(Com informações da Padrinho Agência de Conteúdo)

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