Paralelo 29

Ato público pede justiça para Luanne, vítima de feminicídio

Foto: José Mauro Batista, Paralelo 29

Familiares, amigos e colegas de Luanne Garcez realizaram ato público na tarde deste sábado (15), na Praça Saturnino de Brito, em Santa Maria, para pedir justiça para a jovem, que foi assassinada pelo namorado. Os manifestantes também pediram respeito às mulheres e o fim dos feminicídios.

Os participantes, entre eles muitos jovens, usavam camisetas com a foto da vítima estampada coma frase “Luanne presente” Cartazes também carregavam recados contra a violência que atinge as mulheres no Brasil.

Halana Garcez, irmã de Luanne, emocionou os presentes ao falar da jovem. Halana lembrou dos sonhos da irmã – que queria ser professora – e do quanto ela era alegre e gostava de receber carinho e atenção.

Halana Garcez se emocionou ao falar da irmã em ato contra o feminicídio/Foto: José Mauro Batista, Paralelo 29

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“Luanne era intensidade”, diz irmã

“Luanne era amor, era paixão, era intensidade. Se entregava completamente, e com sangue nos olhos, por tudo aquilo que acreditava ser importante. Nossa mãe era sua maior inspiração. e ela espelhava isso na sua dedicação e na sua crença pela educação”, disse Halana.

Outras mulheres também se manifestaram. Chamou a atenção um cartaz segurado por duas jovens com a frase: “É preciso derrubar o mito de que o feminicida é louco. Não é!.

Amigos da vítima que estavam no ato comentaram que a tese da defesa do namorado de Luanne, Anderson Ritzel, seria de que ele teria graves problemas mentais, o que, se comprovado, poderia tornar o assassino “inimputável”.

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Amigo diz que a vítima era um ser de luz

Amigo de Luanne há oito anos, Felipe Costa também falou. Emocionado, o estudante de mestrado em Educação na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) lembrou que a amiga era uma pessoa preocupada com as injustiças sociais e que tinha uma imensa capacidade de perdoar “até mesmo quem fazia mal a ela”; “era um ser de luz”.

Felipe pediu que as pessoas dessem as mãos umas às outras, fechassem os olhos e enviassem uma mensagem para Luanne. Ele encerrou com uma oração pedindo que “Deus e todos os orixás estejam amparando a Luanne”.

Camisetas com a foto de Luanne foram usadas durante o ato público /Foto: José Mauro Batista, Paralelo 29

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Estudante teria morrido asfixiada

Luanne tinha 27 anos e cursava Pedagogia na UFSM, seguindo os passos da mãe, Diaine Garcez, que é professora, e de Halana, que é doutora em Educação. Colegas do magistério participaram do ato.

Descrita como uma pessoa alegre, “de bem com a vida”, a jovem foi vítima de feminicídio na madrugada do último domingo (10), na Rua Luiz Mallo, Bairro Itararé, região Nordeste de Santa Maria.

O namorado dela, Anderson Ritzel, de 26 anos, acabou confessando o crime na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), após ser preso pela Brigada Militar. Luanne teria morrido por asfixia.

Jovens seguravam cartaz afirmando que o autor do feminicídio pode responder por seus atos/Foto: José Mauro Batista, Paralelo 29

Testesmunhas afirmaram ter visto um homem correndo com uma bolsa. Depois, ele voltou e tentou fazer massagem cardíaca na vítima. Aos policiais militares, Ritzel teria dado versões desencontradas sobre o fato.

O inquérito policial está em andamento e deverá confirmar como Luanne foi assassinada. A motivação teria sido ciúmes. O Paralelo 29 não conseguiu contato com a defesa do acusado.

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