Paralelo 29

Justiça decreta prisão de acusado de homicídio por motivação política

Foto: PC, Divulgação

A justiça de Mato Grosso decretou a prisão preventiva de um acusado de homicídio motivado por discussão política. O crime ocorreu na quinta-feira (8) em Confresa, interior do estado. O assassino é um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), e a vítima, um defensor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse é o segundo assassinato de um petista por um bolsonarista por motivos políticos.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na delegacia do município, Rafael Silva de Oliveira esfaqueou e tentou decapitar Benedito Cardoso dos Santos após a discussão ter evoluído para vias de fato. Ambos trabalhavam juntos em uma propriedade na zona rural. 

“Ao indagar o suspeito sobre a motivação do crime, o mesmo confessou que iniciou uma discussão política, a qual evoluiu para via de fato, troca de socos, que a vitima dizia que era eleitor do “Lula”, o suspeito falava que era “Bolsonaro”, diz trecho do documento.

Acusado diz que saiu de si

Após ser preso em flagrante pela Polícia Militar, o acusado disse aos policiais responsáveis pela ocorrência que “acabou saindo de si” após ter entrado em luta corporal com o colega. 

“O suspeito afirmou que desferiu uma facada na vítima que caiu ao solo, sendo golpeada mais vezes enquanto estava caído. Confidenciou que retornou para casa, pegou um machado e desferiu um golpe na altura da garganta da vitima, terminando de ceifar-lhe a vida”, diz o boletim.

Crime por divergências político-partidárias

A prisão preventiva de Rafael Silva foi determinada pelo juiz Carlos Eduardo Pinho, da comarca de Porto Alegre do Norte (MT).  Segundo o magistrado, o crime ocorreu por divergências político-partidárias.

“Em um Estado Democrático de Direito, no qual o pluralismo político é um dos seus princípios fundamentais, torna-se ainda mais reprovável a conduta do custodiado. A intolerância não deve e não será admitida, sob pena de regredirmos aos tempos de barbárie. Lado outro, verifica-se que a liberdade de manifestação do pensamento, seja ela político-partidária, religiosa, ou outra, é uma garantia fundamental irrenunciável”, afirmou o juiz. 

Assassinato em festa de aniversário

Em 9 de julho deste ano, outro lulista foi morto por um bolsonarista. Marcelo Arruda foi assassinado na própria festa de aniversário pelo policial Jorge Guaranho em um clube no município de Foz do Iguaçu-PR. Guarda municipal, Arruda era tesoureiro do PT na cidade.

(Com informações da Agência Brasil)

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