O Tribunal do Júri de São Gabriel condenou quatro acusados pelo assassinato do brigadiano Bento Bruno Júnior Teixeira Borges, espancado e esfaqueado ao tentar evitar uma briga generalizada em um posto de gasolina da cidade, no Natal de 2016. O julgamento foi concluído às 3h dessa quinta-feira.
Após dois dias de trabalhos, o Conselho de Sentença, formado por quatro mulheres e três homens, decidiu pela condenação de Anderson Varreira dos Santos, Giovani Castro Morbak, Roberto Carlos Carvalho Pereira e Patrick Cassal Madri, por matarem o policial militar.
A sessão de julgamento do Tribunal do Júri foi realizada no plenário do Foro da Comarca de São Gabriel e presidido pela juíza de Direito da Vara Criminal, Juliana Neves Capiotti. Este foi o segundo julgamento do caso, que já havia julgado outros seis réus. Após a decisão dos jurados, a juíza leu a sentença.
AS CONDENAÇÕES
- Anderson Varreira dos Santos – 17 anos, 11 meses e 23 dias de prisão
- Giovani Castro Morback – 21 anos e 9 meses
- Roberto Carlos Carvalho Ferreira – 21 anos e 4 meses
- Patrick Cassal Margri – 9 anos e 4 meses e 20 dias
Bento Teixeira foi espancado até a morte no dia 25 de dezembro de 2016, quando tentava evitar uma briga generalizada em um posto de gasolina de São Gabriel.
Ao ser atacado pelos acusados, o policial militar foi atingido por golpes de facão, cones de sinalização, pedras, socos e chutes, o que resultou na morte da vítima.
O PM, de 36 anos, estava de folga e ao ver a briga disparou sua arma para tentar conter o tumulto, o que acabou resultando na morte de um adolescente de 16 anos e em ferimentos em outras duas pessoas.
Conforme denúncia do Ministério Público, os quatro réus julgados nesta quinta-feira responderam pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, dano qualificado e corrupção de adolescentes. Anderson Varreira dos Santos também respondeu pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.
Em julho deste ano, seis réus foram julgados e condenados no primeiro júri do caso. Adriel Gomes Corrêa, Alan Costa Rieffel e Anderson Martins Pedroso receberam sentença de 21 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. Robison Carvalho Pereira e Paulo César dos Santos Ferrer tiveram penas de 22 anos e 11 meses. Já Sílvio Jobim D´Ávila foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão.
(Com informações do TJRS)

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