Paralelo 29

Eventos profissionais atraem visitantes

Brique da Vila Belga, Santa Maria/Foto: José Mauro Batista, Paralelo 29

ABDON BARRETTO FILHO – ECONOMISTA E MESTRE EM COMUNICAÇÃO SOCIAL

Os maiores destinos turísticos utilizam seus respectivos calendários de eventos como estratégias vencedoras nas atrações de fluxos de visitantes.

No caso do Turismo Urbano, a importância do Escritório de Captação de Eventos (Convention Bureau) é destacada desde do século XIX, quando foi criado em 1896, em Detroit –EUA.

São trabalhos profissionais que envolvem organizações econômicas com ou sem fins lucrativos com propósitos bem definidos: captar eventos e desenvolver ações no bem receber.

Em algumas cidades existem organizações específicas para a promoção do Destino Turístico (Destination Marketing Organization-D.M.O.), envolvendo o City Marketing – Marketing do Destino,  Gestão da Marca da Cidade (Branding), utilizando a Comunicação Integrada e o Marketing de Relacionamento, apoiando a distribuição e comercialização dos atrativos, bens e/ou serviços turísticos.

Algumas cidades já alcançaram a excelência na Gestão do fenômeno turístico. Os destaques comprovam as necessidades das parcerias públicas e privadas e profissionalismo. Naturalmente, as empresas e entidades conseguem desenvolver suas ações no mercado, independentes das ideologias.

Algumas Cidades imaginam, ingenuamente, que os visitantes chegarão naturalmente, sem quaisquer ações mercadológicas e comerciais. Outras Cidades repetem planos que são interrompidos ao gosto de qualquer governante neófito.

Ainda existem Cidades que insistem no eterno potencial, sem diferenciais, sem infraestrutura, sem serviços e sem investimentos. Para completar o diagnóstico preliminar, existem Cidades que não querem receber visitantes. Em qualquer cenário, observa-se que os eventos locais podem alavancar o desenvolvimento do turismo receptivo.

As manifestações culturais, incluindo o folclore, a gastronomia, a história, atrativos culturais, podem ser trabalhados com profissionalismo nas comunidades e através das parcerias públicas e privadas.

O primeiro passo é definir se a Comunidade tem interesse e se existe a sensibilização e conhecimento sobre a sequência indispensável para desenvolver o turismo urbano ou rural: estruturar a oferta; delimitar produtos turísticos sustentáveis; promover e apoiar a comercialização.

Caso contrário, os “potenciais atrativos” continuam nos planos aguardando visitantes durante anos e que nunca chegarão.

Sem fluxos de visitantes as Cidades não recebem as receitas e nem realizam as trocas qualificadas geradoras de empregos, rendas, impostos e autoestima da comunidade. Será? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.

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