FABRÍCIO VARGAS – JORNALISTA E GERENTE DE PROJETOS DA SECOM
O recente lançamento do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pelo governo federal inclui, pela primeira vez, os hospitais universitários federais com investimentos significativos para o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Essa iniciativa abraça a importância dos hospitais universitários no cenário da saúde pública nacional, e um exemplo disso é o investimento destinado ao Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM).
Ao todo está previsto um montante de cerca de R$ 1,5 bilhão, a ser administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que é responsável pela gestão de diversos hospitais universitários federais, incluindo o HUSM. Será um marco na evolução da assistência à saúde, formação de profissionais e pesquisa no campo médico.
Para o HUSM, um montante de R$ 40 milhões será destinado a uma série de obras e melhorias estruturais que impactarão positivamente tanto os pacientes quanto os profissionais que atuam no hospital.
Os recursos serão aplicados na reforma e ampliação do Centro Obstétrico e Maternidade, na reforma da Unidade Pediátrica e Lactário – incluindo o tratamento de crianças e adolescentes com câncer – reforma na rede elétrica e telhado e a construção de um novo prédio para prontuários e serviços administrativos.
Todas essas melhorias serão fundamentais para proporcionar melhor atendimento em saúde pelo SUS para os usuários de Santa Maria e região.
São valores que não eram investidos há muito tempo nos hospitais universitários e, todos nós sabemos, o quanto fará a diferença para o HUSM, que sofre muito com a falta de estrutura e superlotações nos últimos anos.
Outro ponto que merece destaque é a possibilidade de realocar recursos e a realização de parcerias com outras instituições através da Ebserh, a exemplo do Hospital Regional. Isso seria um grande acréscimo para a instituição que ainda não atende a pleno vapor. Com essa parceria, a cidade tem muito a ganhar na área da saúde e o governo federal tem essa disposição.
Diante desse cenário, podemos afirmar que a saúde pública, a valorização do SUS e dos profissionais que dele fazem parte volta a ser uma prioridade, especialmente, quando se trata de melhorias nos municípios.
Precisamos promover equidade e acesso igualitário aos serviços médicos, fortalecendo o bem-estar de comunidades que mais necessitam. É isso que queremos!

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