O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) emprestou R$ 105 bilhões como apoio emergencial a empresas brasileiras desde o início da pandemia de Covid-19, em março deste ano.
Em entrevista à Voz do Brasil nesta terça-feira (27), o presidente da instituição, Gustavo Montezano, informou que esse montante foi destinado a 258 mil empresas brasileiras, as quais respondem por 8,5 milhões de empregos.
De acordo com Montezano, a prioridade de socorro foi dada a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que, juntas, constituem 96% do total de empreendimentos atendidos.
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“São números substanciais. Estamos bem satisfeitos com o resultado desse trabalho, com uma inovação do banco em um momento difícil para nós, brasileiros”, disse Montezano.

Socorro se tornou capital de giro
Mas a boa notícia, conforme o presidente do BNDES, é que esse recurso, que começou como uma ajuda para as empresas atravessarem a crise, se tornou um recurso para a retomada. É o que apontam os dados, segundo Montezano.
Assim, destacou o dirigente, o dinheiro que era direcionado para pagar salários atrasados e fornecedores “já está virando dinheiro para capital de giro para chegar nesse Natal que se aproxima”.
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Saques emergenciais ajudaram negócios
Igualmente, com o propósito de reduzir os efeitos da pandemia, o banco repassou mais R$ 20 bilhões do Fundo PIS-PASEP para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Com isso, a instituição propiciou que os trabalhadores pudessem realizar saques emergenciais, direcionando parte desse dinheiro para o consumo, o que movimento a economia e os pequenos negócios, em especial.
Somando tudo, o BNDES liberou R$ 125 milhões para bancar as medidas emergenciais durante a pandemia.
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Ações emergenciais para o setor público chegam a R$ 3,9 bilhões
De outro lado, as ações emergenciais voltadas ao setor público somaram R$ 3,9 bilhões em suspensões de pagamentos de estados e municípios.
O presidente do BNDES informou que os pagamentos que deveriam ser feitos este ano foram postergados.
Isso significa que os empréstimos concedidos começarão a ser pagos somente a partir de janeiro de 2021.
“Assim, os prefeitos e governadores têm recursos para pagar o salário dos servidores, fazer os gastos de saúde da crise, pagar os fornecedores das prefeituras e estados. Foi um apoio muito importante que o banco contribuiu durante esse momento que passamos”.
Por outro lado, o BNDES agilizou liberações de financiamentos contratados por estados no montante de R$ 225 milhões.
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Suspensão de pagamentos
Para o setor privado, a suspensão de pagamentos de financiamentos totalizou R$ 12,6 bilhões. Foram beneficiadas cerca de 28,6 mil pequenos e médios negócios e 499 grandes empresas.

Para financiamento ao setor elétrico, com o objetivo de evitar aumento maior de tarifas, o consórcio formado pelo BNDES e outras 15 instituições financeiras contratou R$ 15,3 bilhões na Conta Covid. O banco participa com R$ 2,7 bilhões desse total.
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Entre as medidas emergenciais adotadas pelo banco, o destaque é para o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (PEAC).
Por meio dele, o banco transferiu R$ 71,1 bilhões em créditos garantidos, desde seu lançamento em junho, para 89 mil empresas.
Desse valor, R$ 66 bilhões foram direcionados a pequenas e médias empresas.
(Com informações da Agência Brasil)

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