Réu cometeu o assassinato para encobrir outro crime, o abuso sexual do menino; criminoso chegou a fugir
A Justiça determinou a transferência para Porto Alegre do policial militar aposentado Jeverson Olmiro Lopes Goulart, de 60 anos, condenado, em outubro do ano passado, a 46 anos de prisão por abusar sexualmente, matar e simular o suicídio do sobrinho de 12 anos.
O pedido de transferência para que Jeverson, oficial da reserva da Brigada Militar, cumpra a pena no Rio Grande do Sul foi feito pelo Ministério Público após o Tribunal de Justiça do RS (TJRS) confirmar o resultado do júri que condenou o brigadiano.
O réu permaneceu mais de um mês foragido após a ordem de prisão imediata, sendo capturado em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, há dois meses. Ele foi encaminhado ao Estado nesta sexta-feira para o início do cumprimento da pena.
O crime e a transferência
O crime ocorreu em 2016, na Zona Sul da Capital, contra Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves. A promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari, responsável pelo pedido de transferência, ressaltou que a medida é fundamental para garantir a execução adequada da sanção penal.
Conforme o MPRS, a transferência foi articulada por meio do acompanhamento processual e de manifestações junto ao Judiciário, reforçando a atuação institucional no caso.
O condenado acompanhou o julgamento no Fórum Central de Porto Alegre por videoconferência. Após o veredito que determinou sua prisão imediata, ele fugiu e passou a ser considerado foragido, permanecendo desaparecido até ser preso em 23 de dezembro, em uma ação conjunta das forças de segurança.
Com a transferência realizada hoje, 13 de fevereiro, o PM cumprirá a pena estipulada no sistema prisional gaúcho, sob acompanhamento integral do Ministério Público.
Mãe comentou em redes sociais
O Paralelo 29 acompanha esse caso. A mãe de Andrei, Cátia Goulart, publicou um vídeo nas redes sociais comentando a transferência. A mobilização de Cátia por justiça foi fundamental para que o crime não acabasse na impunidade.
A primeira versão de Jeverson, que é irmão de Cátia, era de que Andrei havia cometido suicídio. Contudo, no decorrer das investigações, a farsa foi desmontada.
(Com informações do MPRS e do TJRS)

