Processo entra na etapa final para decidir sobre júri de publicitário
MÁRCIO DAUDT – DEPARTAMENTO DE IMPRENSA DO TJRS
Ocorreu nesta segunda-feira (31/8), no Foro Central da Comarca de Porto Alegre, a terceira e última audiência de instrução do processo criminal que apura a responsabilidade pela morte de Brasília Costa, de 65 anos, em agosto do ano passado. Com o encerramento dessa fase de coleta de provas e oitivas de testemunhas, as partes agora têm dez dias cada uma, começando pela acusação, para a apresentação de alegações finais (memoriais por escrito).
Após esse prazo, o processo estará apto para que a Juíza de Direito Cristiane Busatto Zardo, da 4ª Vara do Júri, especializada em feminicídios, decida se o acusado deve ou não ser julgado pelo Tribunal do Júri. ao
A expectativa no ato de hoje era da realização do interrogatório do réu Ricardo Jardim, de 66 anos, mas ele declarou, por escrito, desinteresse em se manifestar nesse momento e não compareceu ao Foro. Preso desde o dia 4/9/25, ele é acusado de matar Brasília, com quem mantinha um relacionamento amoroso, desmembrar o corpo dela e descartar as partes em diferentes locais da Capital gaúcha.
Policial depôs
Quem prestou depoimento hoje foi o inspetor da Polícia Civil responsável pelo relatório de análise das imagens da pousada em que o casal vivia e onde o réu teria cometido o crime contra a vida.
O agente, lotado na 2ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre e convocado a depor pela defesa, descreveu detalhes da investigação, após a mala contendo o tronco da vítima ter sido encontrada na Estação Rodoviária. No relato por videoaudiência disse que o último registro de Brasília nas câmeras da pousada foi verificado na manhã do dia 8/8/25, data em que ela teria sido morta, conforme o inquérito.
Participaram pela defesa de Ricardo Jardim os Defensores Públicos Gabriel Luiz Pinto Seifriz e Tatiana Kosby Boeira, e representando o Ministério Público, a Promotora de Justiça Luciana Cano Casarotto.

O caso
Ricardo Jardim responde pelos crimes de feminicídio, praticado no contexto de violência doméstica, com as majorantes de o crime ter sido cometido contra pessoa maior de 60 anos de idade e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, além de vilipêndio de cadáver, ocultação de cadáver, falsa identidade, falsificação e uso de documentos falsos, invasão de dispositivo informático e furto.
Segundo o Ministério Público, Ricardo e Brasília mantinham um relacionamento amoroso e residiam em uma pensão localizada na Zona Norte de Porto Alegre. Exames periciais confirmaram, por meio de DNA, que todos os restos mortais pertenciam a Brasília Costa. A cabeça da vítima permanece não localizada.
A denúncia foi recebida pela Justiça em 3/11/25, e desde então foram realizadas diversas diligências processuais a pedido das partes. Além disso, outras duas audiências foram realizadas durante a instrução, nos dias 11/3 e 18/3.