JULIO PUJOL
Professor de História e consultor político
Já estamos há mais de um ano de pandemia, com restrições de movimentação, contatos, eventos e abraços.
Estava em Porto Alegre naquele março de 2020. De repente, de um dia para o outro parou tudo.
A cidade parecia deserta. Ainda busquei alguns contatos profissionais, naqueles dias, mas encontrei pessoas com medo, com incertezas, postergando as ações.
Se imaginava que aquilo duraria, forçando um pouco, uns quinze dias. E isso era já uma eternidade.
Mas suportaríamos. E a vida suportaria. Era tempo de sobreviver. E sobreviveríamos.
JULIO PUJOL – Opinião: Pela paz civil
Clique. Passou mais de um ano. As coisas não melhoraram. É certo que nos adaptamos, aprendemos a nos cuidar e, de certa forma, conviver com a dura realidade, porque a vida precisa andar.
Mas essa reflexão não é sobre o passado. É sobre o que nos aguarda pela frente.
Neste ano, junto com as incertezas e o desconhecimento, observamos um acirramento da tensão política, em muito provocado pelo nosso próprio presidente.
Quem deveria liderar não liderou; quem deveria acalmar, tensionou. Quem deveria equilibrar, incendiou. Quem deveria apaziguar, provocou.
Manifesto: Pela vida, pela paz civil e pelos empregos
Paradoxalmente, não entramos num conflito civil generalizado porque a própria pandemia fez a grande maioria das pessoas permanecerem em isolamento (ou distanciamento).
O presidente apostou no conflito para poder dar uma solução de força. Mas o conflito não veio, ou melhor, não saiu ainda das redes sociais; e das notas oficiais. Estamos no limbo. Ou à deriva.
Mas também a crise política não é o tema deste artigo.
JULIO PUJOL – Opinião: Notícias Falsas
A Segunda Onda:
No campo da economia e da manutenção das empresas e empregos, os governos tem feito esforços.
Ainda insuficientes. E de certa forma, sempre serão insuficientes. Vivemos um tempo excepcional.
Mesmo o Brasil sendo um país rico, um ano de restrições econômicas é muito tempo.
Mas gostaria de falar de uma percepção empírica de quem ainda circula um pouco pelo estado, principalmente na região central e na região metropolitana da capital.
Novo articulista do Paralelo 29 escreverá sobre política
O que vou dizer, não vi ainda ser tratado objetivamente pelos economistas, especialistas, governantes.
É possível, e até provável, que no segundo semestre, depois de agosto, na primavera ou no final de ano, o tensionamento da pandemia e do isolamento comecem a ser superados em função da vacina.
Os negócios que fecharam comecem a reabrir, os clientes a voltar, as ruas a se movimentarem.
SABRINA SIQUEIRA – Opinião: Boicote
As contas serão feitas. O endividamento das pessoas e das empresas explodirá.
Poderemos ter alguma inflação, desabastecimento, e muito, muito desemprego.
Promotor aposentado e advogado dedica texto a editor do Paralelo 29
A sensação que tenho, andando por exemplo em Porto Alegre, é aquela sensação de um pré-Tsunami.
Veio a pequena ondinha (que já era grande).
Há um refluxo das águas. Uma aparente calmaria por alguns minutos (estamos na calmaria). E o Tsunami explode.
Estamos, de fato, em risco enquanto nação e sociedade. Um pequeno evento (por exemplo, um aumento de 20 centavos no ônibus) poderá, depois de agosto, detonar o tsunami que poderá se tornar incontrolável.
Levando em conta que, naturalmente, esse pequeno “evento” não será natural, mas provocado, plantado.
FABRÍCIO SILVEIRA – Opinião: O eterno retorno do fascismo (IV)
Aqueles que querem um motivo para atacar a democracia e a paz civil o terão.
Meu conselho, se assim posso:
Aos cidadãos e responsáveis políticos: usem sua habilidade para distensionar a sociedade, para buscar convergências e saídas comuns.
Tragam o debate político para o campo civilizado e civilizatório. Rejeitem as soluções fora dos marcos democráticos. Mantenham a serenidade.
GILSON PIBER – Opinião: “A boca e o cérebro”
Aos governantes, particularmente os locais: tratem de reservar recursos orçamentários para investir em programas sociais e de renda para o pós-agosto. Não iniciem obras e programas novos. Guardem dinheiro.
Talvez sejam necessárias intervenções rápidas. A fome tem pressa. O Tsunami virá.

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