O tal Brasil acima de tudo supera a catastrófica marca de 510 MIL PESSOAS mortas pela Covid-19.
Na mesma semana, estudos epidemiológicos dão conta de que algo entre 120 mil e 400 mil VIDAS HUMANAS poderiam ter sido preservadas com medidas de enfrentamento e vacinação minimamente responsáveis por parte do governo federal.
Que deus é esse, cujos adoradores pretendem impor acima de todos?
Ao longo da semana, o bilionário esquema de superfaturamento e direcionamento na compra de vacinas cristaliza um dos mais cruéis casos de corrupção da história da humanidade.
LUDWIG LARRÉ: Deus cosmomórfico
Não há como supor que tenha havido lisura também nos processos milionários de compra de insumos, de fabricação e de aquisição de fármacos de comprovada ineficácia e alto risco de letalidade por efeitos colaterais.
Embaixo dos tapetes dos gabinetes oficiais e paralelos, repousam cordilheiras de crimes impunes, que vão da patifaria miúda das rachadinhas às relações íntimas com assassinos milicianos.
Na semana que passou, o líder máximo do país protagonizou para a posteridade algumas das mais emblemáticas imagens de desprezo à vida e à humanidade, ao remover as máscaras de duas crianças.
ELE NÃO tem qualquer preocupação em dissimular o caráter nefasto. Sente-se à vontade para cometer qualquer atrocidade.
LUDWIG LARRÉ: O homo algoritmo
Não surpreende a ninguém que, ao longo da pandemia, o Messias do Apocalipse jamais tenha visitado um hospital, um centro de pesquisa, um posto de vacinação.
ELE NÃO tem princípios nem limites éticos nem morais. Um psicopata descontrolado, sem qualquer apreço à vida e cada vez mais acuado e perigoso, segue à solta, espalhando terror no Planalto Central. Na mesma situação, temos o Lázaro.
Há os que dão abrigo e tentam facilitar a fuga do ladrão, assassino e estuprador Lázaro Barbosa. Dois foram presos.
E há os milhões de seguidores de Bolsonás, dentre os quais nenhum sequer é capaz de formular um argumento lógico em favor da escolha.
LUDWIG LARRÉ – Crônica: O aniversário
Os adoradores das trevas me assustam mais do que a treva em si. Lázaro e aquele cujo nome não deve ser pronunciado estão cercados e acuados.
Caso furem um cerco, serão sitiados novamente até a captura. A treva, porém, continuará nas mentes e nos corações dos seguidores do mal, a espera de um novo profeta do caos.
O que compromete minha esperança é que emergiu das profundezas uma escumalha capaz de considerar normal e de manifestar posicionamentos absolutamente desconectados da realidade.
A negação da ciência é um dos sinais dessa ruptura, que avança contra marcos civilizatórios e valores humanos universais.
Do ponto de vista econômico, não existe setor produtivo, nem mesmo o agronegócio, com perspectivas minimamente favoráveis diante da instabilidade que o país atravessa.
LUDWIG LARRÉ – Crônica: Minha sogra é uma peça
As exceções são a estatal da corrupção, as milícias e demais facções criminosas associadas, a especulação financeira e as isentas seitas de estelionato religioso.
Do ponto de vista espiritual, permanecer alinhado a essa versão caricata de anticristo encarnado em chefe de Republiqueta de Bananas significa negar os mais fundamentais preceitos cristãos.
Já tenho temor da fogueira! Os possuídos parecem apreciar sacrifícios humanos. Não lhes basta 510 mil sacrificados.
Nem o sacrifício de familiares, amigos, vizinhos e colegas é capaz de abalar a crença cega dos discípulos do sumo sacerdote do mal. Afinal, ele tirou o PT. Essa é a única proto-argumentação que conseguem formular.
Pessoalmente, não aprovo os governos do PT. Não acredito na inocência de Lula – e Lula não foi absolvido nem sentenciado inocente, apenas teve julgamentos anulados nessa barafunda instável que é o judiciário brasileiro.
Se não houver opção, porém, tapo o nariz e escolho o caminho que ao menos permita a democracia e dê valor à vida do povo brasileiro.
LUDWIG LARRÉ – Crônica: Estátua viva
Os governos do PT cometeram pecados capitais e são responsáveis pela condução dos rumos recentes da história do país que nos trouxeram a este momento surreal.
A negação da esquerda brasileira, entretanto, apoiava-se ao menos em ideais e valores humanitários como democracia, liberdade, fraternidade e justiça social, embora essa nunca tenha sido a prática dos regimes de esquerda fracassados ao longo de um século de história da humanidade.
A negação de direita, todavia, representa uma ruptura absoluta com a realidade, com a razão a com a moral.
Os primeiros capítulos deste execrável desgoverno sepultaram definitivamente as ilusões das viúvas do regime militar, repetidas por um coro de imbecis que não viveu aqueles terríveis dias.
O presidente milico de baixo escalão – e de baixíssimo calão – comprometeu a imagem institucional das Forças Armadas, cercando-se do que havia de pior entre os fantasmas na caserna.
LARRÉ – Crônica: O Dia da Terra
Os resultados da incompetência dos escolhidos pelo maníaco do Planalto estão aí a manchar a trajetória de instituições nas quais nem todos são da mesma iguala.
É bem verdade que os anos de protagonismo dos campos de centro e de esquerda solaparam as instituições democráticas.
Foi o fracasso mais recente dos governos ditos de esquerda que gerou condições para o nefasto cenário atual.
A obra da direita que emergiu das trevas é essa fúria ensandecida para passar a boiada e o trator por cima do que restou da democracia.
O anticristo presidencial e seus antiministros – o grande elenco do espetáculo de aberrações morais “Bozo Horror Freak Show” – haverão de encerrar em breve suas performances de atrocidades.
O que me assusta é a quantidade dos que aplaudem a pantomima genocida e que buscarão outra tragédia em cartaz.
O que me envergonha é ver parentes e conhecidos, minimamente esclarecidos, vestindo sem nenhum pudor a carapuça da ignomínia.
LUDWIG LARRÉ – Crônica: Comentarista do BBB
O que me apavora é cruzar dados de localização da ocorrência crescente de crimes hediondos como massacres de inocentes em escolas, feminicídios, estupros e infanticídios com os mapas do bolsonarismo.
Minha Santa e Bela Catarina, estado de excelentes índices de desenvolvimento humano, onde vivi, trabalhei e cultivei amigos, jorra sangue e crueldade a cada dia nas manchetes da mídia sensacionalista.
Não por acaso, é um dos maiores redutos de adoradores de Bolsonás, onde há quem exiba uma suástica nos azulejos da piscina sem qualquer constrangimento.
Estou revendo o plano de mudar para o além Mampituba quando me aposentar. Passo a considerar a possibilidade de exílio na Banda Oriental. Ou em Nárnia.

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