Partido quer saber quem são os organizadores e financiadores de atos terroristas de domingo, na capital federal. E reforça pedido de prisão de Bolsonaro
A bancada do PSOL pediu, nesta segunda-feira (9), a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados “para investigar os atos golpistas e terroristas que culminaram com a invasão violenta e selvagem das sedes dos Três Poderes em Brasília” no último domingo (8).
A CPI poderá investigar quem são os organizadores e financiadores desses atos terroristas, assim como investigar a conduta de forças de segurança pública e governadores que tenham sido coniventes com organizações de militantes de extrema direita.
“Não se tratou de um ato isolado. Como se observa, há fortes indícios que apontam para a existência de uma organização criminosa articulada pela extrema-direita – liderado pelo ex-Presidente da República e seus financiadores – para atacar o processo democrático, incitar a violência e manter um clima constante de guerra e violência”, diz trecho do requerimen assinado pelos parlamentares do PSOL.
A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) reforça que o partido também solicitou ao STF, no último dia 2, a prisão preventiva do ex-presiente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o partido, Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde o final do ano, “é responsável pela articulação e incitação dos atos terroristas”. O pedido também inclui quebra de siligilo telefônico e telemático e busca e apreensão de provas.
“Depois dos atos terroristas deste domingo, se torna ainda mais fundamental que o pedido de prisão preventiva de Bolsonaro, feito pelo PSOL, seja considerado. Bolsonaro é o grande articulador e responsável pela escalada violenta desses atos. A prisão do fascista é importante para a não obstrução de provas, para a responsabilização dos crimes do passado e para acabar com a influência nas ações golpistas do presente”, afirma Melchionna.
O PSOL reforça que “a escalada de atos criminosos nos últimos dias, desde atentar contra a democracia em acampamentos na frente de quartéis até tentativas de atentados com bombas em postos de gasolina em Brasília (DF), culminou com o maios violento ataque à democracia desde 1988.

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