Felipe Keunecke de Oliveira tinha 60 anos, morava em Porto Alegre e havia se aposentado há dois dias
O juiz de Direito Felipe Keunecke de Oliveira, de 60 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (14), em Porto Alegre, dois dias depois de se aposentar. O magistrado trabalhou em Santa Maria entre 1997 e 2022, e ganhou o noticiário estadual e nacional em 2018 após a revelação de um plano do crime organizado para matá-lo, quando já atuava na capital.
Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) comunicou o falecimento do juiz, que era natural de Porto Alegre. O velório e a cremação ocorrerão nesta sexta-feira, segundo o TJRS.
Keunecke lutava contra um câncer no pâncreas. Ele ingressou na magistratura em 1994, atuando como juiz substituto nas Comarcas de Porto Xavier e Uruguaiana. Promovido por merecimento, ele assumiu a 2ª Vara Cível de Santa Maria, em 1997.
Ele também atuou na 3ª Vara Criminal de Santa Maria, em 1998, e na Justiça Eleitoral. Keunecke também lecionou Direito no antigo Centro Universitário Franciscano (Unifra), atualmente Universidade Franciscana (UFN), em Santa Maria. Também foi professor da Fundação Attila Taborda – Universidade da Região da Campanha (Urcamp).
Em 2022, foi promovido para a entrância final do Judiciário, como substituto. Em 2003, foi classificado para a 1ª Vara Criminal do Foro Regional do Sarandi.
Depois disso, em 2008, assumiu o 1º Juizado da 2ª Vara do Júri de Porto Alegre. A partir de 2019, passou a trabalhar na 11ª Vara Criminal. Já em 2019, foi convocado para atuar no Tribunal de Justiça, onde permaneceu até julho deste ano. Sua aposentadoria foi publicada na última quarta-feira.
Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em 1985, Felipe Keunecke ganhou notoriedade atuando na Vara Criminal de Porto Alegre.
Por conta de sua atuação, virou alvo de uma facção criminosa, em 2018, quando foi descoberto um plano para assassiná-lo. A rotina do juiz mudou completamente e ele teve que abrir mão de coisas que gostava, como assistir aos jogos do Grêmio, seu time do coração, na Arena. Ele a família passaram a usar carros blindados e eram acompanhados por seguranças 24 horas.
(Com informações do TJRS)

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