Um emocionante texto sobre Santa Maria marca a estreia de mais um cronista no Paralelo 29. O advogado João Eichbaum nasceu em Santa Maria e aqui viveu até certo tempo. Na infância, foi jornaleiro. Vendia o único jornal da cidade na época, o A Razão, que fechou as portas em 2017.
Em sua autobiografia para o site, ele conta que foi um cara esperto.
Quando teve a idade para conseguir carteira assinada, escolheu a melhor profissão, aquela que estava dispensada de recolher imposto de renda naquele tempo: jornalista.
E aí, foi muito feliz, foi ganhar salário mínimo nas empresas de Assis Chateaubriand (Diários Associados) primeiro, e depois na de Samuel Wainer, fazendo parte da equipe que lançou a Última Hora em Porto Alegre.
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Do jornal para a sala de aula
Trabalhando das 20h até fechar o jornal, 3h, mais ou menos, algumas horas depois, 7h30min, já estava com os fundilhos acomodados nas salas de aula da Faculdade de Direito da UFRGS.
Não tendo aguentado o tirão de noites mal dormidas, desistiu do jornalismo. Fez carreira judiciária, no curso da qual foi autor de várias obras jurídicas.
Mas não aguentou a chatice de escrever para bacharéis. E assim que findou a carreira judiciária, aproveitou a experiência editorial para escrever o que gostava.
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De romances a livro reportagem
Escreveu os romances “Aos costumes disse nada”, “Esse circo chamado Justiça” e “Do amor, essa loucura incurável”, além de dois ensaios – A Justiça no banco dos réus” e “O Evangelho Proibido”.
Eichbaum também é autor de um livro reportagem, “Costa Concórdia: Crônica de um Naufrágio”.
E segue pendurado no jornalismo, agora como colunista de vários jornais do interior do Rio Grande do Sul.
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O jornaleiro que virou poliglota
João Eichbaum não gosta muito de falar de si, prefere contar histórias. Com um vasto currículo profissional na área do Direito (foi desembargador), prefere se apresentar como João, a exemplo de tantos outros meninos, jovens e velhos.
Ainda na infância, João Eichbaum começava sua ligação com a imprensa, como jornaleiro.
Em manhãs chuvosas e frias de inverno ou em manhãs ensoloradas e escaldantes, lá estava ele vendendo o Jornal A Razão pelas bandas da Praça Saldanha Marinho, da Catedral, da Avenida Rio Branco.
Dos tempos de escola no Coração do Rio Grande, pegou gosto pelo latim, que viria a abrir-lhe portas para o grego, o francês, o inglês, o italiano, o espanhol e o alemão.
Seu conhecimento em alemão foi fundamental para ele frequentar a Academia Alemã de Magistrados, em alemão Deutscherichterakademie”.
Ah! Vale lembrar que João Eichbaum escreveu, durante anos, para o o extinto A Razão, praticamente até o seu fechamento.
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Na estreia, uma crônica para mexer com as emoções
“Crônica de uma cidade com duas histórias – O Apito que pedia socorro” é o texto de estreia do novo cronista.
Ao revisitar sua cidade natal, João Eichbaum certamente vai mexer com as emoções de muita gente.
Vai chacoalhar a poeira de histórias de quem ainda mora em Santa Maria e, igualmente, de quem, como ele, partiu para outras querências levando na bagagem lembranças afetivas da sua cidade.

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