O sangue encontrado em duas viaturas da Brigada Militar que estavam em serviço na noite do desaparecimento de Gabriel Marques Carvalheiro, de 18 anos, não é do jovem, que sumiu em 12 de agosto e foi encontrado morto uma semana depois. A conclusão é do Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul.
Conforme reportagens dos sites Caderno7, de São Gabriel, e do G1RS, as três viaturas da Brigada Militar que foram usadas por policiais na noite do desaparecimento do jovem, em São Gabriel, passaram por perícia, sendo que em duas delas havia vestígios de sangue humano. No entanto, segundo o IGP, ficou constado que o sangue não era de Gabriel.
Ainda conforme o Caderno7 e o G1RS, é aguardada uma perícia nos celulares de oito policiais de São Gabriel que estavam trabalhando na noite do crime. Agora, a investigação precisa responder se esses brigadianos participaram da ocultação do corpo do rapaz.
Há pelo menos outra dúvida, segundo a reportagem do G1RS: o GPS da viatura usada na abordagem de Gabriel mostra que o veículo ficou próximo de um açude onde o corpo da vítima foi encontrado por cerca de 1min40, tempo considerado insuficiente para o transporte do cadáver até o local onde foi encontrado.
O caso Gabriel é investigado como possível assassinato. Três policiais militares foram indiciados tanto no Inquérito Policial Militar (IPM) como pela Polícia Civil.
O desaparecimento de Gabriel teve grande repercussão. Ele sumiu após ser abordado pela Brigada Militar. Tudo começou quando uma moradora ligou para a polícia informando que um jovem estava forçando o portão da sua casa.
Conforme testemunhas, os brigadianos algemaram Gabriel. Um dos policiais teria agredido Gabriel com um cassetete na altura do pescoço.
(Com informações do Caderno7 e do G1RS)

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