Pesquisa divulgada em novembro aponta que 88 mil santa-marienses estavam inadimplentes. Em nível nacional, devedores têm até 31 de março para acordo
Pesquisa divulgada em novembro do ano passado apontou que Santa Maria tinha 88 mil pessoas com alguma dívida atrasada e algum tipo de restrição de crédito. Isso equivale a 35,6% da população. Em termos de Brasil, a situação não é diferente. Por isso, há um mutirão nacional para renegociação dessas dívidas, que vai até 31 de março.
Em cinco anos, segundo o Serasa Experian, o número de brasileiros inadimplentes passou de 59,3 milhões, em janeiro de 2018, para 70,1 milhões, em janeiro de 2023, um recorde na série histórica.
A pesquisa inédita do Serasa mostra que não só a inadimplência cresceu, mas, também, o valor das dívidas. Em média, cada inadimplente deve R$ 4.6123,30. Em janeiro de 2018, esse valor era R$ 3.926,40. Houve um crescimento de 19% no período.
Assim como em Santa Maria, a Câmara de Dirigentes Lojistas realizou um feirão para facilitar o pagamento dessas dívidas e o resgate de crédito, em nível nacional foi lançado, agora, o Mutirão de Negociação e Orientação Financeira, que começou na quarta-feira (1º).
No mutirão, são ofertados descontos e prazos diferenciados para pagamento das dívidas no cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e demais dívidas em atraso com bancos e financeiras. Não estão na lista dívidas com bens em garantia, como carros, motos e imóveis.
A campanha é uma iniciativa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com apoio da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A negociação pode ser feita diretamente pelos canais de atendimento dos bancos e financeiras, pelo portal Consumidor.gov.br e nos Procons, presencialmente. Mas atenção: se a questão envolver juros abusivos, o caso passa a ser assunto para o Juizado de Pequenas Causas e não mais o Procon.
PASSO A PASSO
Veja algumas dicas da Senacon e da Febraban para a negociação:
1 – Consulte a plataforma Registrato, do Banco Central, para saber empréstimos e financiamentos existentes em seu nome e o valor atual da dívida
2 – Estipule um valor para pagar todo mês e que caiba no seu bolso. Para isso, veja as entradas e saídas de dinheiro, incluindo as despesas mensais fixas, como aluguel, prestações, financiamentos; e as variáveis (contas de água, luz, gás, supermercado, transporte e outras). Some os gastos e veja quanto sobre para pagar a dívida
3 – Na hora de negociar, pergunte quais as condições oferecidas para quitar a dívida. Se concordar, um acordo de negociação será assinado. Caso não concorde, o consumidor pode fazer contrapropostas para chegar a um acordo
4 – Se tiver condições, tente pagar as dívidas de uma única vez para conseguir maiores descontos e prazos

Superendividados
No caso dos superendividados, pessoas que não têm condições de pagar a dívida sem comprometer o pagamento de despesas essenciais, a recomendação é procurar os órgãos de defesa do consumidor para que tenham acesso à Lei do Superendividamento, que prevê um tratamento especial aos que se enquadram no perfil.
(Com informações da CDL/Santa Maria e da Agência Brasil)

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