ROBSON ZINN – ADVOGADO
Há três anos, trancados em casa, os habitantes do mundo inteiro se perguntavam: o que o futuro resguarda à humanidade? Não havia resposta.
Passamos por uma ruptura drástica de rotina e a pandemia foi a via unilateral que ninguém queria. Não sabíamos nem se haveria futuro logo ali, o que, de fato, aconteceu para milhares de pessoas. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde estima que, no Brasil, houve quase 700 mil mortes por Covid – 19.
A Organização Mundial da Saúde diz que, em âmbito mundial, na verdade, não sabemos o número real de óbitos, já que muitos países subestimaram os dados de mortes, como a Índia, por exemplo.
Passamos por uma revolução natural, um espasmo de tempo onde houve mudanças definitivas na rotina de nossas residências, no que tange o consumo, e, consequentemente, isso levou a uma mudança comportamental.
Depois de três anos, quando olhamos para trás, vemos o abismo que atravessamos e que ainda está à nossa volta com destroços materiais e emocionais, por mais que as coisas “estejam voltando ao normal”.
Sim, aprendemos (ou não, o tempo dirá). Se falarmos sobre economia, milhares de negócios fecharam e outros, até inovadores, foram impulsionados; o sistema de saúde foi posto à prova e novos processos foram instituídos.
Home Office: mais palavras estrangeiras foram incorporadas em nossas conversas. Sim, mudamos… para melhor e também para pior. Digo isso porque a pandemia complicou velhos problemas brasileiros.
Com a crise de saúde mundial, governantes mudaram o rumo de planos de governo e frentes já importantes tornaram-se o olho do furacão.
Acredito que uma das grandes lições é a importância de investimentos em pesquisas científicas e sua aplicação para o sistema de saúde, que colapsou frente à imensa demanda do Covid – 19. Quanto mais preparado um país, mais rápida é a resposta diante de uma emergência.
Independentemente de ideologia, que os brasileiros tenham discernimento de olhar para o mesmo propósito: que sejamos um país forte.

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