ROBSON ZINN – ADVOGADO COM ESPECIALIZAÇÃO E MESTRADO EM POLÍTICAS PÚBLICAS
No início da semana tivemos um fato que foi importantíssimo na gestão pública. Santa Maria passou a ter coleta seletiva. A notícia é boa, mas pensar que uma cidade com quase 300 mil habitantes não disponibilizava o serviço é, na verdade, assustador.
Não é a primeira vez que acontece este investimento, outrora, a Asmar detinha tal licitação, depois vieram contêineres e o assunto se perdeu.
A crise ambiental é urgente no planeta. Então, este passo é largo, comparado ao que tínhamos, no Coração do Rio Grande. Serviço implantado, cidadãos conscientizados?
Tomara… somente com a participação da população que a ideia terá funcionalidade. No primeiro momento, 12 bairros serão atendidos, além de condomínios residenciais e estabelecimentos comerciais, estes dois em qualquer ponto da cidade.
A estimativa da Associação dos Selecionadores de Material Reciclável (ASMAR) é recolher 100 toneladas de recicláveis por mês. É necessário unificar a proposta a campanhas de conscientização.
Vejo, nisso tudo, o grande ganho social de inserir catadores em um trabalho formal. A eles, o aumento da renda e boas condições de trabalho é impactado na qualidade vida: a busca eterna do homem.
A desfuncionalidade dos sistemas apresentados no passado nos enche de receio e, ao mesmo tempo, a urgência nos impulsiona.
O panorama santa-mariense começa a mudar e todos ganham nessa corrida a favor do meio ambiente, que somos nós mesmos. Mais do que ir ao encontro da tendência mundial, encontramos responsabilidade e discernimento nesta caminhada.

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